Ethereum tem 71,9% dos ativos de fundos tokenizados
O Ethereum concentra 71,9% dos ativos de fundos tokenizados e reforça sua posição como principal infraestrutura para a tokenização institucional, com participação de Franklin Templeton, BlackRock e JPMorgan.
O Ethereum concentra 71,9% dos ativos de fundos tokenizados, segundo números citados em uma análise de mercado publicada no X. Assim, a rede ocupa o centro de um segmento que cresce à medida que instituições financeiras tradicionais levam ativos do mundo real para blockchains públicas.
Esse avanço chama atenção porque grandes gestoras e bancos passaram a usar infraestrutura pública para estruturar, registrar e liquidar produtos financeiros tokenizados. Entre os nomes ligados a esse movimento estão Franklin Templeton, BlackRock e JPMorgan. Dessa forma, a tokenização aproxima os mercados tradicionais do ambiente on-chain.
Rede lidera infraestrutura de tokenização institucional
Na prática, a fatia de 71,9% confirma o Ethereum como principal base operacional para fundos tokenizados. Ou seja, a rede vem sendo usada para representar instrumentos financeiros tradicionais por meio de tokens. Além disso, também facilita sua movimentação e sua liquidação.
Esse mercado ganhou tração em 2021, quando a Franklin Templeton lançou o BENJI. A princípio, o produto foi tratado como um dos primeiros fundos tokenizados criados por uma grande gestora de ativos. Com isso, abriu espaço para uma adoção institucional mais ampla.
71,9% de todos os ativos de fundos tokenizados operam no Ethereum.
A curva de adoção institucional em que ninguém acreditava:
2021: Franklin Templeton BENJI. Primeiro fundo tokenizado.
2024: BlackRock BUIDL. US$ 2.500.000.000 institucional.
2025: JPMorgan MONY. Primeiro banco sistêmico.
2026: BlackRock BSTBL.
@MerlijnTrader no X
A publicação afirma que 71,9% de todos os ativos de fundos tokenizados operam no Ethereum. Além disso, destaca uma curva de adoção institucional marcada pelo BENJI em 2021, pelo BUIDL em 2024, pelo MONY em 2025 e pelo BSTBL em 2026.
BlackRock e JPMorgan ampliam presença institucional
Em 2024, a BlackRock entrou nesse segmento com o BUIDL. Com efeito, o produto ampliou o interesse institucional e levou a discussão sobre fundos tokenizados para um patamar mais visível no mercado de capitais.
Na sequência, a JPMorgan apareceu com o MONY em 2025, segundo as informações citadas no conteúdo original. Nesse sentido, a entrada do banco foi interpretada como um sinal de que grandes instituições financeiras passaram a testar soluções de blockchain para liquidação de produtos ligados a fundos.
Outro ponto relevante surgiu em 2026 com o registro do BSTBL pela BlackRock. Segundo o cenário descrito, o movimento foi associado a US$ 7 bilhões em atividade de fundos tokenizados na rede. Portanto, a percepção de mercado passou a enxergar o Ethereum como uma infraestrutura consolidada para emissões institucionais.
Esse peso cresce ainda mais porque a BlackRock é a maior gestora de ativos do mundo. Assim, decisões tecnológicas tomadas por companhias desse porte costumam ser observadas por bancos, emissores, custodiantes e prestadores de serviços financeiros. Ademais, a presença de grupos desse tamanho reforça a confiança em ambientes já testados.
Uso da rede não garante alta automática do ETH
O comentário de mercado citado no texto original também atribui a Larry Fink a ideia de que a tokenização funciona como uma espécie de “pedágio”. Em outras palavras, a expressão sugere uma infraestrutura capaz de capturar valor à medida que o volume de atividade cresce. Nesse debate, o Ethereum aparece como uma base tecnológica bem posicionada para aproveitar a expansão institucional.
Ainda assim, maior uso da rede não significa valorização automática do ETH. Embora a infraestrutura se fortaleça com mais atividade, isso não garante uma alta imediata do ativo. Portanto, o crescimento da tokenização pode beneficiar a relevância da rede antes de impactar o preço.
Parte da vantagem competitiva do Ethereum decorre de sua liderança histórica em contratos inteligentes. Além disso, muitas instituições já operam com ferramentas, integrações de custódia e serviços de conformidade conectados ao ecossistema da rede. Dessa maneira, mudanças rápidas para outras blockchains tendem a enfrentar mais resistência.
Emissores de fundos também priorizam ambientes com liquidez robusta, segurança já testada e uma rede ampla de serviços. Por conseguinte, esse conjunto ajuda a explicar por que o Ethereum segue à frente, mesmo com o avanço de concorrentes que prometem custos menores e liquidação mais rápida.
Concorrentes tentam ganhar espaço
Apesar da liderança do Ethereum, outras redes também disputam esse mercado. Algumas emissoras buscam blockchains com taxas menores, execução mais veloz e ferramentas de conformidade integradas desde a camada principal. Ainda assim, o efeito de rede do Ethereum continua relevante.
Em contrapartida, blockchains de camada 1 voltadas ao setor financeiro tentam se diferenciar com previsibilidade de custos, controles mais específicos sobre ativos e casos de uso direcionados ao público institucional. No entanto, a liquidez tende a acompanhar o ambiente em que emissores, investidores e custodiantes já estão presentes.
Por fim, a participação de 71,9% sugere que o Ethereum se tornou a infraestrutura padrão para uma parcela importante dos fundos tokenizados. O dado também indica que a tokenização de ativos do mundo real já superou a fase inicial de testes. Afinal, o processo começou com o BENJI da Franklin Templeton em 2021, ganhou escala com o BUIDL da BlackRock em 2024, avançou com o MONY da JPMorgan em 2025 e voltou ao foco em 2026 com o BSTBL.