Ethereum tem staking recorde e oferta mínima em exchanges
Ethereum registra mínima de oferta em exchanges em vários anos, enquanto o staking volta a renovar recordes e instituições de Wall Street seguem vendo a rede como infraestrutura confiável.
O Ethereum continua sob pressão no mercado, enquanto traders questionam a força da narrativa baseada em taxas e queima de tokens. Ao mesmo tempo, a atividade do ecossistema se espalhou por redes de segunda camada, que hoje concentram uma parcela maior das operações ligadas à blockchain.
Com isso, parte do debate sobre valor mudou de foco. Em vez de avaliar o ETH principalmente pela receita de taxas, analistas e apoiadores da rede passaram a destacar seu papel como infraestrutura neutra de liquidação para finanças onchain. Nessa leitura, o ativo funciona como garantia de reserva para aplicativos, instituições e mercados tokenizados.
Além disso, os dados onchain seguem no radar. Mesmo com o sentimento ainda fraco em torno do preço, a oferta de ETH em exchanges caiu para mínimas de vários anos. Já o volume em staking voltou a atingir máximas históricas. Para defensores da tese de longo prazo, isso sugere que uma parcela relevante dos detentores segue comprometida com o ativo.
Danny Ryan, cofundador da Etherealize, afirmou que instituições de Wall Street ainda enxergam o Ethereum como a base mais confiável para infraestrutura em blockchain. Segundo ele, o histórico operacional da rede, a ampla base de desenvolvedores da Ethereum Virtual Machine, a EVM, e o desenho neutro do protocolo seguem como pontos decisivos para esse interesse institucional.
Mercado reavalia o papel do ETH na rede
A tese de valorização apoiada na queima de ETH perdeu força à medida que as taxas de rede permanecem mais fracas do que no ciclo anterior. Além disso, o crescimento das redes de segunda camada alterou a forma como o valor circula dentro do ecossistema Ethereum. Muitos usuários passaram a interagir com soluções de escalabilidade mais baratas, em vez de operar diretamente na camada principal.
A tese de queima do Ethereum morreu. A narrativa de receita com taxas está fraca. As redes de segunda camada capturam a maior parte do valor, e o ETH já não parece mais a operação de “dinheiro ultrassom” vendida no último ciclo. Mas essa pode ser a forma errada de avaliá-lo. O ETH está se tornando garantia de reserva para a economia onchain.
Fonte: Ethereum Daily no X
Esse movimento levantou dúvidas sobre o critério mais adequado para precificar o ativo. Em outras palavras, parte do mercado passou a enquadrar o Ethereum como um ativo de reserva voltado à liquidação. Nessa visão, o ETH sustenta confiança, segurança e garantias em diferentes sistemas conectados.
Esse papel também se estende a ativos tokenizados, stablecoins e ferramentas privadas de liquidação. Ainda assim, mesmo quando constroem em redes de segunda camada, as instituições continuam dependentes da infraestrutura base do Ethereum. Dessa forma, a rede segue no centro de diversos planos ligados às finanças onchain.
Menor oferta em exchanges chama atenção
Leituras de mercado apontam que a oferta de ETH em exchanges caiu para mínimas de vários anos. Em geral, saldos menores nessas plataformas podem indicar que investidores estão transferindo tokens para custódia de longo prazo ou para staking. Como resultado, a quantidade disponível para negociação imediata também diminui.
Ao mesmo tempo, o staking voltou a alcançar recordes históricos, à medida que mais detentores bloqueiam ETH para ajudar na segurança da rede. O comportamento sugere que, apesar da fraqueza recente do preço, muitos participantes seguem ativos e não demonstram saída ampla do ativo.
No entanto, a combinação de menor oferta em exchanges e maior volume em staking não garante, por si só, uma recuperação de preço no curto prazo. O ETH continua enfrentando sentimento fraco e pressão das condições atuais de mercado. Por isso, traders devem acompanhar liquidez, fluxos de ETF e a demanda efetiva pela rede antes de rever suas expectativas.
Wall Street mantém confiança na infraestrutura do Ethereum
Danny Ryan afirmou que muitas instituições consideram o Ethereum uma escolha mais segura para infraestrutura em blockchain. Segundo ele, diversas empresas já contam com equipes internas familiarizadas com EVM e Solidity. Esse fator reforça a preferência pela rede em projetos corporativos.
O cofundador da Etherealize, Danny Ryan, explica por que instituições de Wall Street apostam no Ethereum: “Você não perde seu emprego por apostar no Ethereum. É a rede que existe há 10 anos. Se eles têm equipes internas e experiência, então têm equipes de EVM e Solidity”.
Fonte: Etherealize no X
Ryan também destacou o tempo de operação da rede e seu histórico de disponibilidade. Além disso, na avaliação dele, o desenho neutro do protocolo reduz preocupações com controle excessivo, censura e risco de contraparte. Já as futuras melhorias ligadas à privacidade e provas de conhecimento zero podem definir a próxima etapa da rede. Entre os recursos citados estão saldos privados, transferências privadas e liquidação escalável voltados ao uso institucional.
O quadro atual combina pressão sobre o preço com dois sinais onchain relevantes: oferta de ETH em exchanges em mínimas de vários anos e staking em máxima histórica. Paralelamente, Ryan sustenta que instituições de Wall Street continuam apostando no Ethereum por causa de sua história, da adoção de EVM e Solidity e de sua posição como infraestrutura neutra para finanças onchain. Assim, o debate reforça a ideia de que o valor da rede pode ir além das taxas geradas em cada ciclo.