EUA ampliam sanções ao Irã e pressionam uso de cripto
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do OFAC, ampliou as sanções contra altos membros do governo iraniano. As medidas buscam isolar figuras influentes do regime do sistema financeiro internacional e também miram operações envolvendo cripto, usadas há anos como alternativa diante das restrições impostas ao país.
Sanções dos EUA elevam tensão e afetam economia iraniana
A nova rodada de sanções ocorre durante um período de instabilidade crescente no Irã. Protestos recentes resultaram em mortes, o que levou Washington a endurecer a pressão diplomática e econômica. Além disso, lideranças políticas nos EUA reforçaram o discurso a favor de novas punições contra integrantes da elite iraniana.
Entre os nomes adicionados à lista do OFAC estão Eskandar Momeni Kalagari, atual ministro do Interior acusado de comandar repressões violentas, e Babak Morteza Zanjani, empresário apontado como financiador de atividades ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica IRGC. As acusações têm origem em investigações sobre violações de direitos humanos e apoio estrutural ao regime iraniano.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o departamento continuará atuando contra redes iranianas que se beneficiam da economia local. Ele destacou que essa estratégia também mira o uso de ativos digitais para evasão de sanções e para o financiamento de operações cibernéticas.
Fonte: home.treasury.gov
A economia iraniana enfrenta forte deterioração. A inflação elevada e a desvalorização do rial IRR pressionam o poder de compra e reduzem a previsibilidade do mercado local. Portanto, analistas acreditam que a intensificação das sanções aumentará a instabilidade e reduzirá ainda mais a confiança dos investidores.
Pressão internacional e impactos no sistema financeiro
A ampliação das sanções deve limitar ainda mais o acesso do Irã a bancos estrangeiros e a operações internacionais. Além disso, o bloqueio de contas e bens de figuras importantes tende a afetar redes comerciais ligadas ao regime. Assim, autoridades esperam cortar canais que permitiam a circulação de recursos para atividades consideradas ilícitas pelos EUA.
No entanto, a resistência econômica iraniana se apoia em alianças estratégicas com China e Rússia. Esses países trabalham para fortalecer mecanismos alternativos ao dólar, com aumento de reservas de ouro e de petróleo. Ainda assim, especialistas afirmam que esses acordos não anulam os efeitos imediatos das novas sanções sobre o país.
Uso de cripto cresce em meio à crise e restrições externas
A busca por ativos digitais se intensifica entre iranianos que tentam preservar patrimônio. A inflação elevada e as limitações impostas ao sistema bancário empurram a população para soluções alternativas. Além disso, stablecoins ganham popularidade como meio de transação internacional mais acessível.
Esse movimento não é novo, mas tende a acelerar com o endurecimento das sanções. A população utiliza ativos digitais para operações básicas do dia a dia e para transações que não podem ser realizadas por bancos tradicionais. Assim, o Irã permanece entre os países com maior adoção informal de ativos digitais.
Cripto como ferramenta de sobrevivência financeira
O avanço das ações do OFAC reacende o debate sobre o papel das moedas digitais em crises geopolíticas. À medida que o rial perde força, cresce o uso de alternativas digitais para proteger recursos. Portanto, a tendência é que a adoção siga crescente enquanto persistirem inflação, instabilidade política e limitações ao comércio exterior.