EUA investigam roubo de US$ 90 mi em carteiras oficiais
Autoridades dos Estados Unidos aprofundam a investigação sobre um possível roubo de ativos digitais envolvendo carteiras sob custódia governamental. O caso ganhou força depois que analistas indicaram que fundos ligados ao governo teriam sido desviados, acendendo discussões sobre segurança e supervisão no setor cripto. Segundo a Reuters, o Serviço de Marshals dos EUA confirmou que avalia um ataque direcionado às wallets responsáveis por armazenar ativos apreendidos em operações federais.
Investigação aumenta após denúncias e rastreamento on-chain
A exposição pública do caso ocorreu quando Patrick Witt, diretor executivo do Conselho de Assessores do Presidente para Ativos Digitais, comentou em sua rede social X a respeito das denúncias divulgadas pelo investigador blockchain ZachXBT. Ele relatou que mais de US$ 60 milhões teriam sido desviados no fim de 2025, com parte dos fundos ligada a carteiras oficiais. As alegações incluíam possíveis conexões com John “Lick” Daghita, filho de Dean Daghita, líder da CMDSS, empresa que afirma prestar serviços ao Departamento de Justiça e ao Departamento de Defesa.
No entanto, as suspeitas cresceram após uma discussão no Telegram, descrita por participantes como intensa. Durante a conversa, um jovem hacker exibiu suas próprias carteiras ao compartilhar a tela e comentar sobre seus ativos. Investigadores compararam os endereços mostrados e identificaram vínculos com mais de US$ 40 milhões em fundos pertencentes ao governo.
As análises mencionadas por ZachXBT sugerem que o indivíduo conhecido como “John Lick” teria controle de carteiras que somam mais de US$ 90 milhões em valores suspeitos. Entre os ativos rastreados estavam fundos conectados a endereços relacionados ao famoso ataque à Bitfinex, um dos incidentes mais marcantes da história da indústria.
Ambiente político dos EUA pressiona por avanços regulatórios
Enquanto a investigação avança, o cenário político dos EUA volta a direcionar atenção ao mercado de ativos digitais. A CNBC informou que o comitê político Fairshake encerrou o ano com US$ 193 milhões arrecadados para influenciar debates legislativos. O valor coloca o grupo entre os mais relevantes na pauta regulatória do setor, especialmente antes das próximas eleições de meio de mandato.
O montante inclui doações expressivas de empresas como Ripple, que enviou US$ 25 milhões, e Andreessen Horowitz, por meio de sua divisão a16z, com mais US$ 24 milhões. A Coinbase também participou, contribuindo com US$ 25 milhões no primeiro semestre do ano passado. Assim, o grupo ampliou sua capacidade de atuação política em um momento considerado decisivo.
De acordo com o porta-voz do Fairshake, Josh Vlasto, a entidade continuará apoiando candidatos favoráveis ao setor e se opondo a autoridades que adotem postura contrária às inovações financeiras. O movimento ocorre em meio à tramitação do projeto de lei que pretende estabelecer bases para o mercado de ativos digitais nos EUA.
Uma parte do texto deve ser votada no Comitê de Agricultura do Senado. Entretanto, outra seção, sob análise do Comitê Bancário, teve sua votação adiada, devido a divergências internas entre parlamentares. Portanto, o avanço das regras segue incerto, apesar da pressão crescente de instituições e representantes do setor.
O gráfico diário mostra o valor total do mercado de cripto se aproximando da marca de US$ 3 trilhões. Fonte: TOTAL no TradingView.com
Portanto, com a soma das denúncias, análises on-chain e movimentações políticas, o debate sobre segurança digital e regulamentação ganha mais destaque. As autoridades seguem examinando cada indício. Enquanto empresas e grupos políticos reforçam esforços para moldar o futuro das regras nos Estados Unidos.