Facebook promete banir anúncios enganosos envolvendo o Coronavírus

Facebook está entre as empresas de tecnologia e mídias sociais que se comprometeram a combater a desinformação envolvendo o Coronavírus

Com um número total de 81.292 casos e 2.770 mortes durante a redação desse texto, o Coronavírus tem criado pânico por todo o planeta. Em razão disso, empresas de tecnologia e mídias sociais tem se mostrado favoráveis à contenção de notícias e anúncios falsos envolvendo a doença. O Facebook está inclusive atualizando suas regras de anúncios em função do surto de Coronavírus.

Segundo informações do Business Insider, o Facebook está criando regras mais rígidas para qual conteúdo é aceitável na plataforma quando se trata da doença, a fim de reduzir a quantidade cada vez maior de informações erradas (sejam intencionais ou não) publicadas on-line.

O alvo maior visado pelo Facebook são os anúncios prometendo curas milagrosas e vendas de produtos para suposta proteção contra o vírus. Vale ressaltar que o tema “fake news” ficou muito popular durante as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos. No Brasil o tema também foi muito abordado em 2018.

No caso do Facebook a preocupação extrapola as notícias fakes. Falamos de todo tipo de bugiganga e medicamentos para lá de duvidosos. Fora a tentativa de ganhar dinheiro fácil, que por si só já se configura um problema, esses itens anunciados no Facebook podem trazer problemas de saúde para os compradores.

Segundo informações do TechSpot, a política se estende ao Instagram, bem como a serviços como o Facebook Marketplace. Da mesma forma, a Amazon teve que combater pessoas que foram rápidas em capitalizar a demanda por máscaras protetoras de todos os tipos, vendendo em pequenos lotes e aumentando gradualmente seus preços.

A gigante do varejo alertou que os comerciantes que violarem suas políticas de preços serão banidos do Amazon Marketplace.

Efeitos negativos

Além do fator micro, com golpes e problemas envolvendo usuários, o Coronavírus também está impactando negativamente o a macroeconomia.

Segundo dados divulgados recentemente pela Forbes, o surto do vírus pode ter gerado um prejuízo global superior à 3 trilhões de dólares.

Empresas de todos os ramos são afetadas, principalmente as que se baseiam em maior ou menor grau na China. Datacenters, turismo, montadoras, produtoras, lojas de varejo, a lista é extensa. O Coronavírus já pode ser apontado facilmente como um desacelerador global da economia mais forte que o conflito econômico entre Estados Unidos e China no ano passado.

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Foto de Marcelo Roncate O autor:

Estudante de História e trader aposentado. Segue firme como entusiasta do Bitcoin e inimigo declarado das pirâmides financeiras.