Fairshake eleva gastos em Ohio para US$ 46,7 milhões
A afiliada republicana da Fairshake declarou US$ 46,67 milhões em gastos na eleição para o Senado de Ohio. Os recursos financiam anúncios contra Sherrod Brown e peças favoráveis ao republicano Jon Husted. Assim, o montante ficou 55,6% acima do compromisso inicial de US$ 30 milhões anunciado pela rede apoiada pelo setor de criptomoedas.
O comitê Defend American Jobs apresentou os dados em um registro na FEC protocolado em 15 de outubro. Além disso, o Digital Freedom Fund informou outros US$ 5,94 milhões em despesas acumuladas em Ohio. Com isso, os dois grupos destinaram US$ 52,61 milhões à disputa entre Brown e Husted.
Fairshake amplia investimento na eleição de Ohio
Em 21 de setembro, a Fairshake havia prometido investir pelo menos US$ 30 milhões contra o retorno de Brown ao Senado. Naquele momento, a iniciativa representava a maior alocação anunciada pela rede para o ciclo eleitoral de 2026. Agora, os gastos do Defend American Jobs superam esse compromisso em US$ 16,67 milhões. Portanto, a diferença representa uma alta de 55,6% sobre o valor original.
Por sua vez, o documento de 15 de outubro relaciona quase US$ 11 milhões em compras de mídia pela Main Street Media Group. Enquanto isso, a Dockside Strategies recebeu US$ 24.450 pela produção das peças. Já os gastos restantes envolvem outras despesas da campanha independente em Ohio.
Coinbase, Ripple Labs e a empresa de capital de risco Andreessen Horowitz estão entre os financiadores da rede Fairshake. Nesse modelo, o Defend American Jobs atua em disputas republicanas, enquanto o comitê afiliado Protect Progress apoia democratas. Dessa forma, a rede distribui recursos entre candidatos dos dois partidos.
Brown tenta recuperar vaga ocupada por Husted
Brown tenta retornar ao Senado após perder seu assento para o republicano Bernie Moreno, em novembro de 2024. Antes disso, ele presidiu o Comitê Bancário do Senado e se opôs a várias políticas defendidas pela indústria. Por essa razão, grupos ligados às criptomoedas passaram a concentrar recursos na disputa.
Já Husted assumiu o Senado em janeiro de 2025, após ser nomeado pelo governador de Ohio, Mike DeWine. Ele substituiu JD Vance, que deixou o cargo para assumir a vice-presidência dos Estados Unidos. O vencedor da eleição especial de novembro cumprirá o restante do mandato de Vance até janeiro de 2029.
Digital Freedom Fund amplia campanha contra Brown
O Digital Freedom Fund foi criado pelos cofundadores da Gemini, Tyler Winklevoss e Cameron Winklevoss. Em seu relatório de 11 de outubro, o super PAC declarou dois pagamentos à Minute Mail Consulting Group. Na ocasião, as despesas cobriram a impressão e a postagem de correspondências diretas distribuídas em 8 de outubro.
A primeira operação, de US$ 990.066,19, apoiou Husted. Já a segunda, de US$ 1,98 milhão, se opôs a Brown. Portanto, as compras recém-divulgadas somaram US$ 2,97 milhões e elevaram os gastos acumulados do fundo em Ohio para US$ 5,94 milhões.
A FEC classifica o Digital Freedom Fund e o Defend American Jobs como comitês políticos de gastos independentes. Na prática, esses grupos podem apoiar ou atacar candidatos, mas não repassam recursos diretamente às campanhas. Em 16 de outubro, Brown criticou a campanha financiada pela indústria durante uma participação no Pod Save America.
Durante a entrevista, Brown comparou os anúncios aos embates que manteve com Wall Street, farmacêuticas e companhias de petróleo. Em contrapartida, ele acusou a indústria de favorecer Husted na eleição. Ainda assim, os comitês registram as despesas como gastos independentes.
Comitê também direciona recursos a Nebraska
Fora de Ohio, o Defend American Jobs informou US$ 6,72 milhões em gastos acumulados contra Dan Osborn. O candidato independente disputa a vaga do senador republicano Pete Ricketts, em Nebraska. Desse montante, US$ 6,71 milhões financiaram compras de mídia pela Main Street Media Group.
Paralelamente, a Dockside Strategies recebeu US$ 12.950 pelos custos de produção. Em 5 de outubro, a Fairshake também anunciou um plano de US$ 6 milhões para eleições da Câmara. Inicialmente, o grupo reservou US$ 1 milhão para cada um dos seis congressistas incluídos.
Fairshake apoia parlamentares favoráveis ao CLARITY
No grupo inicial, estavam os democratas Janelle Bynum, Derek Tran e Steven Horsford. Entre os republicanos, a relação incluía French Hill, Bill Huizenga e Bryan Steil. Ao todo, a lista completa reuniu 19 republicanos e 13 democratas, totalizando 32 candidatos.
De acordo com a Fairshake, todos os congressistas apoiados votaram pelo Digital Asset Market Clarity Act. A proposta busca criar regras federais para ativos digitais e dividir a supervisão entre a SEC e a CFTC. Contudo, o projeto enfrentou uma barreira processual no Senado antes do início do debate.
Em 15 de setembro, a votação registrou 49 votos favoráveis ao encerramento do debate sobre a moção de prosseguimento e 50 contrários. O resultado ficou abaixo dos 60 votos necessários. Depois, o senador Thom Tillis apresentou uma moção para reconsiderar a decisão.
Em disputas anteriores do ciclo, o porta-voz Geoff Vetter afirmou que a rede gastou US$ 40 milhões com 29 democratas. Além disso, ele informou que o grupo destinou US$ 31 milhões a 28 republicanos. Ao todo, os candidatos preferidos pela Fairshake venceram 53 das 57 disputas nas quais a organização atuou.
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