Federal Reserve: chance de alta em outubro cai para 50%

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Michael Barr, governador do Federal Reserve, defendeu novos ajustes nos juros para levar a inflação à meta de 2%. No entanto, as apostas do mercado para uma alta em outubro caíram para perto de 50%. Em discurso em 29 de setembro, Barr afirmou que o crescimento robusto e o emprego resiliente exigem atenção ao risco de inflação persistente.

Mercado reduz expectativa de nova alta

Enquanto Barr adotou um tom mais duro, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, indicou menos urgência para o próximo aumento. Williams ainda considera uma alta adicional seu cenário-base para este ano. Contudo, ele afirmou que o banco central pode avaliar os próximos dados antes de agir.

Segundo a Barron’s, a probabilidade de uma elevação de 25 pontos-base em outubro recuou de 70,9% para 49,3%. A queda ocorreu entre as sessões de segunda-feira e terça-feira. Portanto, Williams deixou aberta a possibilidade de uma alta posterior, sem assumir compromisso com a reunião de 27 e 28 de outubro.

A Reuters informou que Williams não vê urgência para o próximo aperto, embora mantenha o compromisso de reduzir a inflação. Em outra atualização, a agência apontou que a expectativa de alta em outubro caiu para 51,5% durante a sessão de terça-feira. Além disso, os rendimentos dos Treasuries recuaram após a queda do petróleo e a avaliação das declarações do dirigente.

Barr considera a inflação um risco maior

Em Detroit, Barr disse que os riscos para a meta de inflação aumentaram, enquanto aqueles relacionados ao emprego diminuíram. Dessa forma, ele defendeu uma mudança no equilíbrio da política monetária. O governador citou os custos de energia e a demanda ligada aos investimentos em inteligência artificial como fontes de pressão sobre os preços.

Embora os efeitos das tarifas possam ter perdido força, o conflito no Oriente Médio ainda provoca incerteza sobre os preços da energia. Barr também identificou apenas dois meses, nos últimos 20, com leituras compatíveis com inflação subjacente do PCE em 2%. Assim, sua avaliação indica que os dados ainda não mostram uma trajetória clara de retorno à meta.

“Queremos apoiar um crescimento sustentável e duradouro, em apoio ao máximo emprego, e a estabilidade de preços é crucial para isso.”

As declarações publicadas por Barr ressaltam que suas opiniões são pessoais e não representam necessariamente o Conselho do Federal Reserve ou todo o comitê. Ao mesmo tempo, ele espera uma leve aceleração do crescimento no segundo semestre de 2026, ante o ritmo aproximado de 2% do primeiro semestre. Investimentos empresariais e consumo devem sustentar o emprego, embora persistam dúvidas sobre os ganhos permanentes de produtividade da inteligência artificial.

Juros permanecem entre 3,75% e 4%

Em 16 de setembro, o comitê de política monetária elevou a faixa dos juros em 25 pontos-base, para 3,75% a 4%. O comunicado do Federal Reserve registrou aprovação unânime dos 12 votantes. Além disso, a instituição descreveu a atividade econômica como sólida.

O comitê citou gastos domésticos resilientes, produtividade forte e investimentos de capital robustos. Da mesma maneira, afirmou que a criação de empregos acompanhou o crescimento da força de trabalho, enquanto o desemprego pouco mudou. Entre 18 participantes, 16 projetaram juros no fim do ano acima da faixa atual, mas sem compromisso específico com outubro.

Após a decisão, o Bitcoin se aproximou de US$ 75.000 e depois voltou à faixa entre US$ 76.000 e US$ 76.700. Em 23 de setembro, o ativo era negociado acima de US$ 86.000, apoiado pela demanda por ETFs de Bitcoin e pela cobertura de posições vendidas. Ainda assim, a alta dos juros e um revés no Senado para a CLARITY Act não provocaram uma liquidação duradoura.

Inflação e emprego entram no radar

Antes da próxima decisão, o Bureau of Economic Analysis agendou a divulgação de renda e gastos pessoais de agosto para 30 de setembro. O relatório, previsto para as 8h30 no horário do leste dos Estados Unidos, inclui o índice PCE. A agenda do BEA também prevê a terceira estimativa do PIB do segundo trimestre na mesma data.

A última tabela publicada pelo BEA mostrou inflação anual do PCE de 3,7% em julho, sem mudança ante junho. Antes disso, os dados de emprego de agosto levaram o Bitcoin abaixo de US$ 80.000, após a criação de 162.000 vagas. Enquanto o desemprego permaneceu em 4,1%, as apostas em uma alta de setembro subiram de 52% para 61%.

Posteriormente, o Bitcoin voltou a superar US$ 78.000 após a inflação ao consumidor de agosto atingir 3,4% em base anual. A gasolina avançou 3,9% no mês e respondeu por mais de um terço da alta do índice cheio. Já o núcleo mensal subiu 0,3%, acima da previsão de 0,2%, enquanto o núcleo anual caiu de 2,5% para 2,4%.

O Bureau of Labor Statistics programou o relatório de emprego de setembro para sexta-feira, 2 de outubro, às 8h30 no horário do leste. A agenda do BLS coloca o relatório entre os principais indicadores anteriores à próxima reunião. Com isso, inflação, emprego e declarações dos dirigentes devem influenciar as apostas para outubro.

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