FICCO apreende US$ 5 mi em criptomoedas no Amazonas
Autoridades do Amazonas realizaram, na quarta-feira (22), uma operação contra uma organização criminosa que utilizava criptomoedas para viabilizar pagamentos ilícitos e estruturar esquemas de lavagem de dinheiro. Como resultado, foram apreendidos cerca de US$ 5 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 24,8 milhões em ativos digitais. Os tipos específicos de criptomoedas não foram divulgados.
A ação, denominada Operação Torre 7, foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM). O foco principal foi desarticular o núcleo financeiro da organização, responsável por movimentar e ocultar recursos ilegais dentro e fora do estado. Além disso, a operação reforça o avanço das autoridades no combate ao uso indevido de tecnologias financeiras.
Criptomoedas em esquemas de lavagem de dinheiro
As investigações indicam que o grupo utilizava ativos digitais para facilitar transações clandestinas. Assim, explorava características como agilidade e, em determinados contextos, maior complexidade de rastreamento, o que permitia movimentar grandes quantias com menor exposição imediata.
Esse tipo de prática tem crescido nos últimos anos, conforme investigações conduzidas por órgãos como a Polícia Federal. Ainda assim, as autoridades também ampliaram sua capacidade técnica para monitorar operações suspeitas envolvendo ativos digitais.
Além disso, a Operação Torre 7 dá continuidade a fases anteriores, nas quais lideranças da organização já haviam sido identificadas e presas. Dessa forma, os investigadores conseguiram mapear operadores financeiros diretamente ligados à lavagem de dinheiro.
Outro ponto relevante foi a identificação de uma casa de câmbio ligada ao grupo, que operava sem autorização do Banco Central. Com isso, a estrutura facilitava a conversão e ocultação de valores ilícitos, movimentando milhões de reais fora do sistema regulado.
Atuação interestadual e medidas judiciais
A investigação também revelou atuação interestadual. Embora o foco inicial estivesse no Amazonas, mandados judiciais foram cumpridos em São Paulo, indicando maior sofisticação da rede financeira utilizada.
No total, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva. Além disso, houve medidas de sequestro de bens, com o objetivo de bloquear recursos e impedir novas movimentações ilegais.
Ao mesmo tempo, a apreensão de criptomoedas reflete uma tendência crescente. Cada vez mais, operações policiais incluem ativos digitais entre os bens confiscados, já que organizações criminosas diversificam suas estratégias financeiras.
Por outro lado, especialistas ressaltam que o uso de criptomoedas não é ilícito por natureza. No entanto, quando associado a crimes, amplia os desafios investigativos. Ainda assim, avanços em análise de blockchain têm aumentado a eficácia das autoridades.
Impacto no combate ao crime financeiro
A apreensão de aproximadamente US$ 5 milhões em ativos digitais demonstra que transações com criptomoedas podem ser rastreadas e bloqueadas. Como resultado, a operação fortalece o combate à lavagem de dinheiro no Brasil.
Além disso, o bloqueio desses recursos reduz a capacidade financeira da organização criminosa. Consequentemente, limita o financiamento de atividades ilícitas e aumenta as chances de desarticulação completa do grupo.
Por fim, a atuação integrada da FICCO/AM evidencia a importância da cooperação entre órgãos de segurança. Nesse sentido, operações conjuntas tendem a se tornar mais frequentes diante do uso crescente de tecnologias digitais em crimes financeiros.