Fidelity vê risco de nova baixa do Bitcoin em novembro
O Bitcoin avançou nas últimas semanas, mas a Fidelity avalia que a fase de baixa pode não ter terminado. Ainda assim, um relatório da gestora identificou comportamentos semelhantes aos registrados em ciclos anteriores. Por isso, o ativo ainda pode formar um novo fundo em novembro. A recuperação recente, isoladamente, não confirma o fim do mercado de baixa.
O preço começou a subir em meados de agosto de 2026, após uma decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Na ocasião, o órgão informou que mais que dobraria o volume de recompras de dívida pública. No início de setembro, o mercado negociava o Bitcoin perto de US$ 81.639. Assim, o ativo acumulava uma valorização de quase 30% em 30 dias, o que fortaleceu as expectativas de recuperação.
Mercado ainda pode registrar um novo fundo
Em outubro de 2025, o Bitcoin atingiu a máxima histórica de US$ 126.080. Com a valorização recente, parte do mercado passou a considerar que a tendência de baixa terminou. Chris Kuiper, vice-presidente de pesquisa da Fidelity Digital Assets, afirmou que o fundo pode ter ocorrido em julho de 2026. No entanto, o executivo também considera possível uma nova queda em novembro ou nos meses seguintes.
“Dado o desempenho recente do Bitcoin, o fundo pode já ter ocorrido em julho. Ele também pode cair novamente para formar outra nova mínima em novembro ou mais tarde.”
Kuiper acrescentou que os ciclos do Bitcoin não duram exatamente quatro anos. Por essa razão, esses padrões não oferecem um método confiável para definir o momento de entrada ou saída do mercado. Entre junho e julho, a volatilidade do Bitcoin permaneceu particularmente baixa. Durante grande parte desse período, o preço ficou abaixo de US$ 65.000.
Tesouro dos Estados Unidos impulsiona recuperação
O cenário mudou em agosto, quando o Departamento do Tesouro anunciou a ampliação das recompras de dívida pública. Com isso, a tese de desvalorização monetária voltou ao centro das atenções dos investidores. Essa percepção contribuiu para a valorização do Bitcoin durante o mês. Contudo, a Fidelity ressaltou que o movimento não elimina o risco de uma nova mínima.
Para avaliar os próximos movimentos, Kuiper também recomendou atenção ao avanço do Clarity Act. De acordo com os defensores da proposta, o projeto pode aumentar a segurança regulatória no mercado de criptomoedas. Além disso, as novas regras poderiam apoiar a inovação no ecossistema de ativos digitais dos Estados Unidos. Portanto, a tramitação legislativa pode influenciar o ambiente de investimentos no país.
Clarity Act permanece no radar dos investidores
Em agosto, o presidente Donald Trump pediu que os legisladores aprovassem o projeto sobre a estrutura do mercado de criptomoedas. Naquele momento, o apelo também ajudou a estimular a alta do Bitcoin. Após uma reunião com representantes da indústria na Casa Branca, Trump classificou o texto como “muito, muito poderoso”. A declaração reforçou a expectativa por regras mais claras para o setor.
Há anos, a indústria pede definições sobre o tratamento regulatório de Bitcoin, stablecoins e outras criptomoedas. Agora, os legisladores devem votar o projeto em setembro. Dessa forma, a decisão sobre o Clarity Act integra os fatores considerados relevantes pela Fidelity. Mesmo com a alta recente, a gestora mantém aberta a possibilidade de o Bitcoin registrar uma nova mínima em novembro ou depois.