FMI analisa tokenização de US$ 65 bilhões

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) colocou a tokenização de ativos sob os holofotes. A instituição citou XRP Ledger, Stellar, Ethereum e Solana ao avaliar a expansão desse mercado. Ao mesmo tempo, bancos adotam blockchain para emitir stablecoins reguladas e buscar eficiência nos pagamentos.

Contudo, o FMI não classificou nem endossou nenhuma dessas redes. Em vez disso, os documentos registram o uso de blockchains públicas em aplicações financeiras reais. Assim, as menções descrevem infraestruturas adotadas em testes e operações institucionais.

Redes públicas ganham espaço em operações financeiras

Na nota de julho de 2026, intitulada “The Rise of Tokenization: Deciphering New Trends in Payments and Asset Tokenization”, o FMI examinou redes públicas de registro distribuído. De acordo com o documento, bancos e instituições financeiras usam cada vez mais essa tecnologia em produtos digitais regulados. Nesse contexto, diferentes blockchains sem permissão já participam de aplicações financeiras.

Um exemplo citado pelo FMI é a stablecoin EUR CoinVertible, conhecida como EURCV, lastreada em euro e emitida pela Société Générale. A instituição financeira francesa disponibilizou o produto em Ethereum, Solana, XRP Ledger e Stellar. Dessa forma, o caso mostra como entidades reguladas testam registros públicos junto de redes privadas ou permissionadas.

EURCV opera em quatro blockchains públicas

A Société Générale figura entre as maiores instituições financeiras da Europa e mantém sede na França. Além das atividades bancárias tradicionais, o grupo atua no segmento de finanças digitais. Por isso, a emissão da EURCV em várias redes públicas exemplifica a tendência observada pelo FMI.

O relatório não apresenta essas blockchains como líderes do setor. Em contrapartida, cita as redes como infraestruturas usadas por grandes bancos em projetos de stablecoins reguladas. Também relaciona a adoção de redes públicas a parceiros bancários globais, incluindo participantes da rede SWIFT.

Mercado alcança US$ 65 bilhões e traz riscos

Em uma análise separada, o Relatório de Estabilidade Financeira Global de outubro de 2026 avaliou a escala e os riscos da tokenização. O documento, chamado “The Expansion of Tokenization: New Efficiencies and Vulnerabilities”, estimou esse mercado em cerca de US$ 65 bilhões em julho. Atualmente, produtos de renda fixa concentram a maior parcela dos ativos do mundo real tokenizados.

No entanto, o FMI alertou para riscos operacionais, de liquidez e de contágio. Esses problemas podem crescer com a dependência de contratos inteligentes e registros descentralizados. Portanto, o relatório adota um tom cauteloso, sem defender uma expansão acelerada da tokenização.

Rede blockchainStablecoin bancária testadaContexto de adoção global
EthereumEURCVSim
SolanaEURCVSim
XRP LedgerEURCVSim
StellarEURCVSim

 

Os relatórios de julho e outubro não estabelecem uma hierarquia entre blockchains. Na prática, os documentos registram redes escolhidas para testes institucionais e implantações de stablecoins. Logo, a seleção reflete casos observados pelo FMI, não uma declaração de predominância.

Menções do FMI provocam debate no setor

As discussões nas redes sociais voltaram a destacar a cobertura do FMI sobre essas blockchains. Parte da atenção se concentrou em XRP Ledger e Stellar, associadas a implementações europeias de stablecoins reguladas. Ainda assim, a instituição mantém uma abordagem neutra, voltada à avaliação da infraestrutura e do mercado.

Participantes do setor interpretam as citações como reconhecimento do papel técnico dessas redes. Entretanto, as referências não representam endossos explícitos do organismo internacional. Já os próximos relatórios devem acompanhar o equilíbrio entre inovação, eficiência e riscos nas finanças tokenizadas.

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