Footcoin: Times de futebol do Brasil recorrem às criptomoedas para saírem do vermelho

Clubes brasileiros estão estudando a Footcoin

Visando facilitar a compra de produtos oficiais e ingressos para partidas, times brasileiros de futebol estão adotando a chamada Footcoin, de acordo com uma publicação do portal Correio Braziliense do dia 1 de março.

O Atlético Mineiro e o Fortaleza são os dois times brasileiros de futebol que adotaram as criptomoedas para poderem revitalizarem suas economias. Os clubes criaram, respectivamente, a Galocoin e a Leãocoin, em uma tentativa de estreitar os laços entre torcedores e as instituições – bem como angariar doações e investimentos de empresas interessadas.

O CEO da plataforma, José Rozinei da Silva, declarou que outros seis clubes estão conversando para criarem suas próprias criptos, acrescentando:

“O diferencial da plataforma é que, além de incentivar novas receitas, integra fãs, jogadores, mercado financeiro, patrocinadores e clubes ou times de futebol. O uso da moeda via blockchain gera a segurança de que os valores transacionados sejam rastreados e destinados adequadamente, gerando um ciclo virtuoso na relação clube e torcedores.”

José afirma ainda que a plataforma Footcoin.club já conta com 11 milhões de usuários no Brasil todo.

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Alternativa

De acordo com um estudo citado pela publicação, feita pela consultoria de marketing Sports Value, estima-se que até 2018 os clubes brasileiros somassem uma dívida total de R$6,75 bilhões, que aglomeram dívidas fiscais, processos trabalhistas e juros bancários.

Dentre os clubes que mais devem estão Botafogo (R$719 milhões), Internacional (R$700 milhões), Fluminense (R$560 milhões) e Vasco (R$506 milhões). Destes R$6,75 bilhões, R$2,5 bi são referentes a obrigações fiscais e multas aplicadas pela Receita Federal.

O token Footcoin possui, segundo a publicação, parceria com a empresa de cartões de crédito Mastercard. Além disso, cada token equivale a um real.

Outro parceiro da plataforma é o Kipstone Bank, por meio da qual é possível emitir cartões pré-pagos para adquirir o token Footcoin. A publicação original ainda cita a possibilidade de investir em jogadores com o token, cujo retorno positivo se dá por meio de bons desempenhos.

A equipe

A plataforma foi desenvolvida pelo próprio José Rozinei da Silva, que possui especialização em criação de estruturas financeiras aplicadas ao mercado de capitais.

José contou com o apoio de André Gregori, ex-sócio do banco de investimento brasileiro, BTG Pactual, e atual CEO do Thinkseg Group – considerada uma das 100 insurtechs mais inovadoras do mundo pela FinTech Global.

Criptomoedas adentrando o cenário do brasileiro médio

As criptos estão entrando cada vez mais na vida do brasileiro. Além de agora estar presente no futebol, elas tomaram o Carnaval.

Uma das escolas de samba do Rio de Janeiro, a Imperatriz Leopoldinense, fez menção ao Bitcoin em seu samba enredo. Intitulada “Me dá um dinheiro aí”, a composição falou sobre a história do dinheiro e a interação do homem com a moeda.

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Na obra, o Bitcoin é referenciado como “porquinho virtual”:

“E o povo brasileiro nada por migalhas outra vez
Se é pra poupar
O porquinho pode até ser virtual”

Além disso, pessoas fantasiadas de “Bitch Coin” invadiram as ruas para curtir a folia.

Ao que tudo indica, parece que as criptomoedas já estão em uma fase de reconhecimento irreversível.