FTX amplia acordos judiciais e soma US$ 66 milhões

O colapso da FTX segue gerando desdobramentos judiciais relevantes nos Estados Unidos, com novos acordos que somam cerca de US$ 66 milhões para compensar clientes afetados.

Os processos ligados à FTX continuam avançando no sistema judicial americano. Nesse contexto, clientes da corretora podem estar mais próximos de recuperar parte das perdas. Isso ocorre porque a antiga assessoria jurídica e a empresa de auditoria da plataforma concordaram em pagar aproximadamente US$ 66 milhões para encerrar disputas relacionadas a fraudes.

Os acordos envolvem o escritório Fenwick & West e a auditoria Prager Metis. Ambas negam irregularidades. Ainda assim, os valores ampliam a pressão sobre as acusações associadas ao império de Sam Bankman-Fried, cujo colapso em 2022 abalou o mercado de criptomoedas.

Acordos aumentam pressão sobre envolvidos

Fenwick & West negocia US$ 54 milhões

A Fenwick & West, que atuava como principal consultora jurídica externa da FTX US, concordou em pagar US$ 54 milhões. O objetivo é encerrar as alegações feitas por clientes prejudicados pela falência da corretora.

O acordo foi apresentado em um tribunal federal de Miami e ainda depende da aprovação do juiz distrital K. Michael Moore. Caso validado, poderá representar um avanço relevante na compensação dos investidores.

Segundo os processos, investidores acusam o escritório de colaborar com estruturas que teriam facilitado fraudes conduzidas por Sam Bankman-Fried. Em outras palavras, a defesa dos clientes sustenta que a atuação jurídica contribuiu para o funcionamento do esquema.

Por outro lado, a Fenwick & West rejeita as acusações e afirma que não tinha conhecimento de irregularidades na FTX. A empresa também declarou manter confiança no trabalho prestado.

Enquanto isso, o impacto do caso continua afetando a percepção de risco em ativos digitais como o Bitcoin, especialmente em cenários de maior escrutínio regulatório.

Investidores internacionais contestam termos

Grupo tenta preservar ações individuais

Apesar dos avanços, nem todos os investidores concordam com os termos dos acordos. Um grupo formado por investidores estrangeiros solicitou à Justiça que seus processos individuais não sejam afetados pela decisão coletiva.

O grupo inclui participantes de Hong Kong, Singapura, Reino Unido, União Europeia e Coreia do Sul. Ao todo, são 18 indivíduos e três empresas, que alegam perdas superiores a US$ 500 milhões.

Esses investidores pedem ao tribunal que evite decisões que limitem suas ações separadas. Dessa forma, buscam preservar a possibilidade de obter compensações mais amplas.

Além disso, a Fenwick & West enfrenta outro processo relevante em Washington, D.C., no valor de US$ 525 milhões. A ação foi movida por 20 vítimas da FTX e envolve outros réus ligados ao caso.

O acordo em Miami não encerra esse processo paralelo. Para avançar, ainda é necessária aprovação preliminar, seguida por uma audiência final que pode ocorrer em cerca de 90 dias.

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Auditoria e celebridades entram nos acordos

Prager Metis adiciona US$ 11,75 milhões

A Prager Metis, responsável por auditorias ligadas à FTX antes da falência, concordou em pagar US$ 11,75 milhões. Assim, o total combinado com a Fenwick & West chega a aproximadamente US$ 66 milhões.

Outro nome envolvido é o ex-jogador da NBA Udonis Haslem, que aceitou pagar US$ 420 mil por promover a plataforma antes do colapso. Com isso, o alcance das responsabilizações se amplia para além do núcleo executivo.

Esses acordos integram uma segunda fase de resoluções judiciais. Uma etapa anterior já havia incluído 15 réus, entre eles Sam Bankman-Fried, ex-executivos da FTX e celebridades que participaram da divulgação da empresa.

O grupo de clientes afetados pode incluir milhões de usuários, abrangendo investidores com criptomoedas custodiadas, saldos em conta, produtos de rendimento e o token FTT.

O caso permanece como um dos maiores escândalos financeiros do setor digital, conforme cobertura da Reuters. Nesse sentido, os novos acordos reforçam o cenário contínuo de disputas judiciais envolvendo a FTX.

Em conclusão, embora os pagamentos avancem na direção de compensações, empresas como a Fenwick & West seguem negando responsabilidade direta, enquanto processos paralelos continuam em andamento com valores ainda mais elevados.

O autor:

Contabilidade de Criptomoedas