Fundadora da Kalshi investe em Bitcoin desde 2014
A brasileira Luana Lopes Lara, fundadora da plataforma de mercados de previsões Kalshi, afirmou que investe em Bitcoin desde 2014. Atualmente, aos 29 anos, ela é apontada como uma das bilionárias mais jovens do mundo a construir a própria fortuna. Ainda assim, segundo a executiva, seu patrimônio poderia ser maior caso tivesse ampliado a exposição ao ativo desde o início.
Durante participação no podcast Coin Stories, publicado no YouTube, Lara detalhou sua estratégia. Seu portfólio inclui aplicações no índice S&P 500, títulos do Tesouro e uma posição menor em Bitcoin. Dessa forma, ela mantém uma abordagem diversificada, embora acompanhe a criptomoeda há mais de uma década.
Além disso, destacou que sempre enxergou o Bitcoin como uma inovação relevante no sistema financeiro. No entanto, optou por uma exposição mais conservadora, sobretudo no início da carreira.
Primeiro contato com Bitcoin no MIT
Luana Lopes Lara conheceu o Bitcoin ainda como caloura no Massachusetts Institute of Technology (MIT). À época, um experimento conduzido pelo Bitcoin Lab da universidade oferecia US$ 100 em criptomoeda a estudantes que criassem uma carteira digital, com o objetivo de incentivar o uso prático da tecnologia.
“Eu não tinha dinheiro naquela época, então aceitei os US$ 100 para ver no que dava”, relembrou.
Naquele momento, o valor correspondia a cerca de 0,3 BTC. Com a valorização ao longo dos anos, essa quantia passou a representar aproximadamente R$ 113,7 mil. Assim, o episódio ilustra o crescimento expressivo do mercado de criptomoedas na última década.
Entretanto, o investimento quase teve um desfecho negativo. A executiva esqueceu a senha da carteira digital e ficou anos sem acesso aos fundos. Somente próximo ao fim da graduação conseguiu recuperar o acesso após um processo complexo.
Apesar disso, o resultado acabou sendo positivo. Segundo Lara, a impossibilidade de movimentar os ativos evitou uma venda precoce. Como consequência, o investimento permaneceu intacto durante um período de forte valorização do Bitcoin.
Visão de longo prazo e estratégia
De acordo com a empresária, a experiência reforçou a importância de manter uma visão de longo prazo. Ainda que sua exposição ao ativo seja limitada, ela continua mantendo seus Bitcoins. Nesse sentido, a estratégia combina cautela com convicção no potencial da tecnologia.
Além disso, o aprendizado adquirido ao longo dos anos influenciou diretamente suas decisões financeiras. Assim, o contato precoce com o Bitcoin contribuiu para sua compreensão sobre inovação e gestão de risco.
Trajetória da fundadora da Kalshi
Formada em Ciência da Computação pelo MIT, Luana Lopes Lara construiu uma trajetória pouco convencional. Antes de ingressar na tecnologia, estudou balé na Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville, conciliando treinos intensos com desempenho acadêmico elevado.
Posteriormente, acumulou medalhas em olimpíadas científicas e chegou a atuar profissionalmente como bailarina na Áustria. A mudança para os Estados Unidos marcou sua transição definitiva para o setor de tecnologia.
Em 2018, ao lado de Tarek Mansour, também formado pelo MIT, fundou a Kalshi. A empresa opera um mercado de previsões que permite negociar contratos baseados em eventos futuros, como eleições e eventos esportivos. Atualmente, a companhia possui avaliação estimada em US$ 11 bilhões.
Com efeito, sua trajetória ganhou destaque internacional, com reportagens publicadas pela Forbes e pela Folha de S.Paulo.
Restrições no Brasil
Apesar da expansão global, a Kalshi enfrentou restrições recentes no Brasil. A empresa foi proibida de operar no país, juntamente com outras plataformas de mercados de previsões. Ainda assim, segue ampliando sua presença em outras regiões.
Em suma, a experiência de Luana Lopes Lara com o Bitcoin evidencia como decisões iniciais podem impactar significativamente o patrimônio ao longo do tempo, especialmente em um mercado marcado por inovação e volatilidade.