Há 13 anos, o Bitcoin passava pelo seu primeiro halving

O impacto do halving na evolução do Bitcoin ao longo dos anos

A jornada até aqui

O Bitcoin chega ao aniversário do seu halving com uma trajetória que moldou não apenas seu preço, mas também a percepção global sobre escassez digital. Ao longo de quase 17 anos, o ativo passou de uma curiosidade tecnológica para um marco financeiro. Além disso, cada redução de recompensa reorganizou expectativas, reforçou fundamentos e ajudou a construir o ciclo de mercado que conhecemos hoje. Assim, entender esses marcos ajuda a compreender por que o halving permanece central na narrativa do BTC.

Em 3 de janeiro de 2009, ocorreu a primeira transação de Bitcoin, apenas alguns meses após o lançamento do white paper por Satoshi Nakamoto. Três anos e dez meses depois, em 28 de novembro de 2012, o primeiro halving entrou em ação e consolidou um mecanismo que guiaria toda a economia do ativo.

Como o halving moldou o comportamento de oferta

O primeiro halving reduziu a recompensa de 50 BTC para 25 BTC por bloco. Naquele momento, o Bitcoin era negociado por cerca de 12 dólares. Embora o white paper não descrevesse explicitamente o halving ou o limite de 21 milhões, ele sugeria um ajuste contínuo para controlar a emissão por meio da dificuldade de mineração. No entanto, o código-fonte no repositório do Bitcoin Core foi direto: a cada 210.000 blocos, a recompensa seria reduzida pela metade.

Antes dessa programação, os mineradores recebiam recompensas substancialmente maiores. Dessa forma, a redução periódica criou um ambiente de escassez previsível, que se tornou peça central na tese de valorização de longo prazo. Além disso, o mecanismo opera como contrapeso natural à inflação, preservando a raridade digital do BTC.

O segundo halving, em 2016, reduziu a recompensa para 12,5 BTC, enquanto o terceiro, em 2020, a levou para 6,25 BTC. O evento mais recente, em 19 de abril de 2024, marcou a passagem para 3,125 BTC por bloco. Cada etapa reforçou o impacto estrutural da redução de oferta e serviu como gatilho para ciclos de mercado subsequentes.

O efeito histórico nos ciclos de preço

Historicamente, os halvings influenciaram intensamente a dinâmica de preço do Bitcoin. Cerca de um ano após o primeiro halving, o ativo saltou para perto de 1.000 dólares. O segundo halving impulsionou uma alta aproximada de 350% em doze meses, levando o BTC novamente à região de 1.000 dólares em dezembro de 2017. A máxima histórica daquele ciclo foi de 20.000 dólares.

Após o terceiro halving, em 2020, o Bitcoin avançou até quase 69.000 dólares em novembro de 2021. Ao mesmo tempo, a narrativa de escassez se intensificou, e a percepção institucional sobre o BTC ganhou uma nova camada de relevância.

Hoje, o ativo vale acima de 91.000 dólares, representando um salto monumental desde os 12 dólares da época do primeiro halving. Portanto, o ciclo atual reforça como a mecânica programada de emissão continua guiando expectativas entre traders, mineradores e investidores de longo prazo.

Fonte: Bitget

O que esperar para os próximos anos

No aniversário do primeiro halving, a comunidade já volta os olhos para o próximo evento, previsto para abril de 2028. A recompensa cairá de 3,125 BTC para 1,5625 BTC, aproximando ainda mais o ativo da escassez final. Além disso, o Bitcoin terá reduções programadas até completar 32 halvings, quando as recompensas chegarão a zero por volta de 2140, momento em que a oferta total atingirá os 21 milhões.

Cada etapa reforça a lógica fundamental do Bitcoin: emissão decrescente, segurança crescente e maturação contínua do ecossistema. Assim, o halving permanece como um dos pilares mais importantes da construção econômica do BTC.