Hong Kong amplia regras da SFC para ativos virtuais
A SFC, Comissão de Valores Mobiliários e Futuros de Hong Kong, divulgou novas diretrizes para fortalecer o mercado de ativos virtuais na região. As mudanças ampliam a atuação de corretores licenciados e criam bases para produtos alavancados voltados a investidores profissionais. Além disso, as atualizações reforçam a estratégia regulatória que orienta o avanço do setor no país.
Segundo documentação publicada pela comissão em um comunicado oficial, as novas medidas seguem os princípios do ASPIRe, estrutura que define regras sobre acesso, proteção, produtos, infraestrutura e relações de mercado. Assim, o órgão busca criar bases mais sólidas para um ambiente regulado e competitivo.
Regras ampliam liquidez e reforçam o plano estratégico do setor
O diretor executivo da comissão, Dr. Eric Yip, afirmou que as diretrizes representam um avanço alinhado ao roteiro do ASPIRe. Ele explicou que as iniciativas foram desenhadas para elevar a liquidez e fortalecer o compromisso de Hong Kong com o desenvolvimento sustentável do mercado de ativos digitais. Além disso, o órgão pretende atrair investidores institucionais e tornar o ambiente mais seguro.
De acordo com a comissão, o ASPIRe funciona como um guia estruturado por cinco pilares que auxiliam na construção de um mercado eficiente. Portanto, as novas diretrizes fazem parte de uma estratégia contínua que visa melhorar o acesso e garantir que negociações ocorram com padrões adequados de segurança e supervisão.
Financiamento e produtos alavancados ganham novos parâmetros
Com a atualização, corretores licenciados poderão oferecer financiamento com ativos virtuais para clientes de margem que apresentem garantias compatíveis. Isso permite uma atuação mais ativa desses investidores, ampliando participação e movimentação no mercado regional. No entanto, as operações precisam seguir regras rígidas de proteção para reduzir riscos e assegurar boas práticas.
A diretriz também estabelece pela primeira vez um modelo inicial para produtos alavancados voltados a investidores profissionais. Entre eles estão contratos perpétuos, que devem seguir parâmetros de transparência, controles operacionais e comunicação clara. Além disso, a comissão reforça que a proteção do investidor é prioridade em qualquer etapa do desenvolvimento desses produtos.
A expectativa é que essas iniciativas aumentem a liquidez do mercado à vista, ao mesmo tempo em que promovem maior demanda institucional por ativos virtuais. Assim, Hong Kong avança em direção a um ecossistema regulado que harmoniza inovação e segurança.
Segundo a SFC, as novas regras ampliam a liquidez do mercado local e criam bases para produtos destinados exclusivamente ao investidor profissional.
Em conjunto, as medidas reforçam o papel da comissão no fortalecimento da infraestrutura regulatória de ativos virtuais. A criação de um modelo específico para produtos alavancados e a permissão de financiamento com garantias digitais mostram como o órgão aplica os princípios do ASPIRe para incentivar negociações mais ativas dentro de um ambiente controlado. Portanto, Hong Kong consolida sua posição como um dos centros mais avançados da Ásia no desenvolvimento de mercados digitais supervisionados.