HYPE pode atingir US$150 até 2026, diz Arthur Hayes

O token HYPE ganhou força no mercado após novas projeções de Arthur Hayes, cofundador da BitMEX. Ele apontou análise recente indicando que o ativo pode alcançar US$150 até agosto de 2026, caso a Hyperliquid mantenha avanços em receita e em participação no setor de derivativos.

O estudo foi divulgado quando o HYPE era negociado próximo de US$30. Naquele momento, um salto até US$150 exigiria forte aceleração de crescimento. Dados do CoinMarketCap mostravam o token perto de US$34, reforçando que a projeção depende de fundamentos que sustentem a expansão do protocolo.

Em uma nova postagem no blog intitulada “$HYPE Man”, Hayes argumentou que os tokens de exchanges tendem a ter um bom desempenho durante mercados de criptomoedas lentos ou incertos, porque as plataformas de negociação ainda ganham taxas mesmo quando os preços estão estagnados. Além disso, a Hyperliquid utiliza grande parte dessas receitas em recompras de HYPE, o que pressiona o preço para cima e aumenta o interesse dos investidores.

Modelo de receita impulsiona potencial de valorização

Segundo Hayes, 97% da receita gerada pela Hyperliquid retorna ao mercado para recompras diretas de HYPE. Assim, a oferta disponível diminui e o valor capturado pelos detentores cresce em períodos de maior atividade. Esse mecanismo reforça o ciclo de valorização quando o volume de negociações aumenta.

O analista explica que sua projeção parte da expectativa de retomada da receita anualizada de 30 dias. O protocolo teria subido de US$843 milhões em março para uma possível taxa de US$1,4 bilhão até agosto. A Hyperliquid já havia alcançado esse nível no ano anterior, portanto Hayes vê espaço para repetir o desempenho caso a tendência de expansão retorne.

Além disso, Hayes afirma que, se a receita voltar a esse patamar e o mercado atribuir múltiplos maiores ao token, o HYPE pode subir rapidamente. Ele compara esse cenário a ciclos anteriores, quando protocolos de derivativos descentralizados ganharam espaço frente às exchanges centralizadas.

Incrementos modestos de mercado podem elevar ganhos

Para atingir a receita projetada, a Hyperliquid não precisaria de crescimento expressivo no volume global de derivativos cripto. Segundo Hayes, bastaria conquistar uma fatia adicional de 3,97% no mercado de contratos perpétuos dominado por exchanges centralizadas. Portanto, mesmo um fluxo moderado de usuários já poderia gerar impactos relevantes.

O setor de futuros perpétuos movimenta bilhões de dólares diariamente e possui alta liquidez. Assim, pequenas mudanças no fluxo de traders tornam-se suficientes para ampliar a receita operacional do protocolo de forma significativa.

Hayes também relembra a trajetória da GMX, que chegou a valer US$90 em abril de 2023 ao dominar o volume perpétuo entre as DEXs e distribuir receita entre detentores de tokens.

Mercados HIP-3 expandem volume e aceleram ecossistema

O avanço da Hyperliquid também se apoia no sistema HIP-3, que libera a criação de mercados perpétuos sem autorização prévia. Qualquer usuário com 500.000 HYPE em stake pode lançar novos pares de negociação utilizando a estrutura da plataforma.

Atualmente, projetos utilizam o HIP-3 para listar contratos atrelados a ouro, prata e índices como Nasdaq 100 e S&P 500. Esses mercados, com menos de três meses de existência, já movimentam valores diários entre centenas de milhões e bilhões de dólares. Origem dos dados: análise de Arthur Hayes.

Os mercados HIP-3 respondem por cerca de 10% da receita da Hyperliquid, mesmo após apenas quatro meses de operação. Hayes estima que esse setor pode crescer 160% entre março e agosto, elevando a receita total do projeto em cerca de 66%.

Esses elementos sustentam a projeção de forte valorização do HYPE. Caso a Hyperliquid mantenha o ritmo de expansão observado, o cenário traçado por Hayes reforça a possibilidade de o token atingir patamares mais altos nos próximos meses.