Índia investe em comércio de energia solar baseado em blockchain

Estado indiano de Uttar Pradesh, o mais populoso do país, testa plataforma P2P

O estado de Uttar Pradesh, com cerca de 200 milhões de habitantes, é o primeiro da Índia a testar uma plataforma de negociação P2P de energia solar baseada em blockchain. O sistema permitiria que vizinhos comercializassem a eletricidade gerada a partir de painéis solares.

O projeto-piloto aproveita o plano do governo indiano de instalar, até 2022, 40 gigawatts de capacidade de energia solar em telhados de todo o país, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

Duas empresas estatais – a Agência de Desenvolvimento de Energia Nova e Renovável de Uttar Pradesh (UPNEDA) e a Corporação de Energia de Uttar Pradesh (UPPCL) – executarão o piloto, usando a energia gerada pelos painéis solares em cima dos prédios do governo.

Para o projeto, o estado firmou parceria com o India Smart Grid Forum (ISGF), uma parceria público-privada administrada pelo Ministério da Energia da Índia, e a empresa de tecnologia australiana Power Ledger.

A plataforma da Power Ledger funcionará em conjunto com os sistemas de medidores inteligentes.

“As famílias poderão estabelecer preços, acompanhar o comércio de energia em tempo real e permitir a liquidação de transações solares excedentes em tempo real, por meio de contratos inteligentes executados em blockchain”, diz Reena Suri, diretora executiva do ISGF.

A conclusão da primeira fase do piloto está prevista para março de 2020. Os resultados serão usados ​​para elaborar uma política pública sobre o comércio P2P de energia solar.

A plataforma da Power Ledger já está operando em vários países, como Áustria, Japão e Estados Unidos, por exemplo.

Outras iniciativas de blockchain amigas do meio ambiente também procuraram fazer uso de registro descentralizado para comercializar energia. Em 2016, a LO3 Energy lançou uma microrrede descentralizada no Brooklyn, em Nova York, criando um suprimento de energia que os habitantes do bairro podem compartilhar e comercializar entre si.

Quem disse que os hipsters não tinham noção?

* Imagem de Ulrike Leone por Pixabay
Fonte: Decrypt

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Foto de Simone Gondim O autor:

Jornalista, revisora e roteirista, apaixonada por tecnologia e especializada em conteúdo.

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