Indicador macro sugere Bitcoin rumo a US$ 100 mil
Um indicador macro que acompanha a relação entre rendimentos de títulos dos Estados Unidos e da China voltou a chamar atenção de analistas do mercado. O modelo sugere que o Bitcoin pode estar próximo de um fundo de ciclo, o que aumenta a probabilidade estatística de movimentos de alta nos próximos meses, com a região de US$ 100 mil voltando ao radar.
O indicador utiliza um oscilador de momentum aplicado ao produto entre os rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA e os títulos equivalentes do governo chinês. Historicamente, cruzamentos positivos nesse modelo coincidiram com momentos de reversão no mercado de cripto.
Além disso, padrões semelhantes surgiram antes de ciclos relevantes de valorização do Bitcoin. Por esse motivo, parte dos analistas acompanha esse tipo de métrica para tentar identificar mudanças mais amplas nas condições de liquidez global.
Atualmente, o Bitcoin segue consolidado em uma faixa lateral após o halving mais recente. Mesmo assim, traders observam com atenção o novo cruzamento de alta apontado pelo indicador macro.
O Bitcoin está estagnado entre US$ 65 mil e US$ 74 mil. O verdadeiro mercado de alta começa quando ultrapassarmos os US$ 100 mil. Acredito que isso acontecerá quando tivermos um novo presidente do Fed.
Estou muito otimista com as criptomoedas em 2026!
@3orovik no X
Indicador combina rendimentos dos EUA e da China
O analista de cripto conhecido como AO analisou recentemente esse modelo técnico. Ele aplica o indicador Stochastic RSI ao produto entre o rendimento do título do Tesouro dos EUA de 10 anos, conhecido como US10Y, e o rendimento do título chinês CN10Y.
Esse indicador sintético busca medir a interação entre duas das maiores fontes de liquidez do sistema financeiro global. Dessa forma, o modelo tenta identificar mudanças estruturais no fluxo internacional de capital.
Quando esse tipo de indicador melhora, analistas interpretam o movimento como um possível sinal de ambiente mais favorável para ativos considerados de maior risco, como criptomoedas.
Sinais semelhantes apareceram em ciclos anteriores
Historicamente, quando o oscilador registra um cruzamento de alta após níveis considerados sobrevendidos, o evento coincidiu com períodos de recuperação no preço do Bitcoin.
Dados históricos citados por analistas mostram que movimentos semelhantes ocorreram antes de grandes ciclos de valorização. Em 2013, por exemplo, o ativo registrou forte alta ao longo do ano. Já em 2017, o Bitcoin protagonizou outro rali expressivo que levou a criptomoeda a novas máximas históricas.
Posteriormente, sinais comparáveis também apareceram antes do ciclo de 2020 e 2021 e durante a recuperação iniciada em 2023. Embora o indicador não garanta resultados futuros, analistas consideram que ele pode ajudar a contextualizar mudanças mais amplas no ambiente macroeconômico.
Níveis técnicos observados pelo mercado
Mesmo com sinais macro considerados positivos por alguns analistas, traders continuam acompanhando níveis técnicos importantes para confirmar uma possível tendência de alta.
No cenário atual, a faixa entre US$ 60 mil e US$ 63 mil é vista como uma zona relevante de suporte. Caso o preço perca esse intervalo de forma consistente, parte do mercado pode revisar expectativas mais otimistas.
Por outro lado, uma resistência importante aparece entre cerca de US$ 72 mil e a região próxima da máxima histórica, na faixa de US$ 74 mil. Um rompimento sustentado dessa área poderia reforçar o impulso de alta observado por alguns indicadores.
Além disso, dados do mercado de opções apontam aumento de apostas em volatilidade com viés positivo. Esse comportamento costuma indicar que parte dos investidores se prepara para movimentos de preço mais amplos.
Ao mesmo tempo, os fluxos para ETFs de Bitcoin mostram sinais de estabilização após períodos de saídas líquidas. Nesse contexto, caso a demanda institucional volte a crescer e a oferta dos mineradores diminua após o halving, o cenário pode favorecer novas tentativas de valorização.