Influenciador cripto é preso por fraude milionária no RJ
A prisão de um suposto especialista em Bitcoin e criptomoedas mobilizou a Polícia Civil do Rio de Janeiro, que localizou o acusado em Itaguaí, na Baixada Fluminense. O homem, apontado como articulador de um esquema de fraude milionária com financiamentos de veículos, foi detido na terça-feira, 10, após denúncias e monitoramento das autoridades.
De acordo com informações, o suspeito é Renato Aurélio Lopes Cruz, influenciador digital que reunia cerca de 64 mil seguidores. Ele se promovia como investidor de cripto e mentor financeiro, construindo uma imagem de sucesso para atrair o público.
Esquema usava imagem de sucesso ligada a cripto
As investigações revelam que Renato explorava publicações sobre investimentos em cripto, associando a prática a enriquecimento rápido. Além disso, ele divulgava carros de luxo, viagens internacionais e um estilo de vida glamouroso. Assim, criava um ambiente de aparente credibilidade para convencer vítimas a participar de operações fraudulentas.
O esquema dependia de pessoas com nome limpo nos cadastros de crédito. O suspeito simulava renda elevada e adulterava documentos para conseguir aprovações bancárias. Entretanto, muitos veículos apresentados nos pedidos não existiam. As autoridades identificaram imagens de carros aleatórios fotografados nas ruas e utilizados nos processos como se fossem bens reais.
A CNN Brasil teve acesso aos autos e apontou que o prejuízo já ultrapassa R$ 2 milhões. O levantamento inclui operações realizadas ao longo de vários anos. Além disso, os investigadores analisam movimentações financeiras e documentos que passaram por falsificação.
Manipulação de dados e captação de vítimas em plataformas digitais
As apurações descrevem um sistema amplo de manipulação de dados financeiros. Renato criava perfis artificiais com alta pontuação de crédito, falsificava comprovantes de renda e utilizava informações pessoais de terceiros. Além disso, jogos online e plataformas digitais serviam como ferramenta para recrutar novos participantes.
No cumprimento do mandado, a polícia verificou que Renato já soma cerca de 20 registros de estelionato. As anotações envolvem crimes no Espírito Santo, Rondônia e Mato Grosso, o que reforça o caráter nacional do esquema. Assim, a operação no Rio de Janeiro representou mais um desdobramento das investigações.
Os investigadores ressaltaram que o uso da palavra Bitcoin foi decisivo, pois despertava confiança e ampliava o alcance das fraudes.
O suspeito segue à disposição da Justiça. Enquanto isso, os agentes analisam documentos recolhidos durante a ação. O caso reforça como perfis que usam o universo das criptomoedas podem sustentar esquemas de estelionato, especialmente quando combinam manipulação de dados financeiros e exploração da imagem de investidores de sucesso.
O prejuízo superior a R$ 2 milhões mostra o impacto das operações fraudulentas no setor de financiamentos de veículos. Além disso, o caso evidencia riscos que continuam presentes nas plataformas digitais, onde narrativas de lucro fácil ganham força e podem atingir consumidores desprevenidos.