Token foi comprado antes de ser listado na Binance; jornalista crê em insider trading

O jornalista que fez a denúncia reportou uma movimentação feita um dia antes da listagem do token na Binance
Alguém queimou a largada
Colin Wu, repórter especializado em criptomoedas e blockchain, publicou uma denúncia em seu Twitter a respeito de uma possível negociação irregular na Binance.
Um dia antes de anunciar o token OSMO, um endereço (osmo19muml8sjpnecnm8geul4l3zfju24l04mpuppy7) comprou 2.029.846 tokens por US$ 1,34. Essa movimentação suspeita levantou discussões a respeito de “insider trading”, que ocorre quando pessoas ou empresas recebem informações e/ou acessos privilegiados a determinados produtos ou serviços financeiros, dando-lhes uma vantagem injusta.
One day before Binance announced the listing of OSMO, a address (osmo19muml8sjpnecnm8geul4l3zfju24l04mpuppy7) bought 2,029,846 OSMOs at $1.34, sparking discussions about “insider trading”. Binance said they were investigating. https://t.co/BHEPXn6091
— Wu Blockchain (@WuBlockchain) October 28, 2022
É possível conferir a negociação em questão aqui.
Segundo o jornalista, a Binance disse que está investigando o caso.
Prática é criminosa no Brasil
A prática de insider trading é considerada criminosa no Brasil desde o século passado. Trata-se do artigo 27-D da Lei 6.385, de 7 setembro de 1976, que condena a utilização de informações relevantes ainda não divulgadas ao mercado.
Graças à reforma da Lei 6.385/76, realizada em 2001, o debate público a respeito da ilicitude de tal prática começou a ganhar mais peso. Caso condenados, os infratores podem ser presos e ter de pagar multa proporcional ao dano causado.


Jornalista, trader e entusiasta de tecnologia desde a infância. Foi editor-chefe da revista internacional 21CRYPTOS e fundador da Escola do Bitcoin, primeira iniciativa educacional 100% ao vivo para o mercado descentralizado. Foi palestrante na BlockCrypto Conference, em 2018.