Jovem que realizava ameaças de bomba em Israel é preso com milhares de dólares e grande wallet de Bitcoin

O jovem ameaçava desde hospitais até aeronaves

Um jovem americano-israelense foi condenado a 10 anos de prisão pelo Tribunal de Tel Aviv após realizar ameaças de morte e uma pequena fortuna em Bitcoin.

De acordo com os procuradores, o jovem Michael Kadar, de 19 anos, é responsável por mais de 2 mil fraudes entre 2015 e 2017. Dentre as fraudes, Kadar realizava ameaças que lhe valeram o apelido de “fraudador de bomba JCC” na região, graças a seu foco em Centros Comunitários Judaicos.

Ameaças, Dark Web e Bitcoin

Seus outros alvos incluíam basicamente companhias aéreas internacionais, aeroportos, shoppings, escolas, hospitais e delegacias de polícia.

Para ameaças de bomba a jatos comerciais, o jovem cobrava US$500, ao passo que ameaças à residências privadas custavam US$40.

Devido à sua condição autista, Kadar foi ensinado em casa, dificultando ainda mais a interação com a sociedade. Este fato pode estar interligado às ameaças realizadas nas escolas, pelas quais ele cobrava US$80. O jovem também ofereceu serviços para documentos judiciais na Dark Web, onde era pago em Bitcoin, arrecadando ao longo de sua “carreira” 184 unidades da moeda.

De acordo com a mídia local, algumas das ameaças realizadas nas escolas foram pagas por estudantes que queriam adiar exames. Os boatos da bomba geraram pânico e resultaram na evacuação em massa. No caso de aeronaves, diversas vezes caças foram acionados para escoltar o avião, que era obrigado a pousar.

Os países atingidos pelo “serviço” de Kadar incluem Israel, Canadá, EUA, Argentina, Bélgica, Nova Zelândia, Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Alemanha e Reino Unido. O jovem realizava as ameaças da casa de seus pais na cidade israelense de Ashkelon, utilizando um software sofisticado para alterar sua voz e localização.

Embora milhares de dólares em dinheiro tenham sido encontrados no momento da prisão, Kadar se recusou a divulgar detalhes sobre sua wallet de Bitcoin, onde as autoridades acreditam estar a maior parte dos ganhos.

FONTE: CCN