Kazakhstan fecha exchanges ilegais e bloqueia cartões
No Cazaquistão, Kazakhstan intensificou sua repressão a crimes financeiros ligados ao setor de cripto ao encerrar 22 exchanges que atuavam sem licença e ao bloquear mais de 1.100 serviços ilegais ao longo de 2025. As informações apareceram durante uma reunião oficial entre o presidente Kassym-Jomart Tokayev e o chefe da Agência de Monitoramento Financeiro, em 12 de janeiro.
As autoridades também congelaram cerca de 20 mil cartões bancários usados em esquemas de lavagem de dinheiro associados a tráfico de drogas e fraudes. Esses cartões, chamados de drop cards, circulam entre intermediários até chegar a grupos criminosos que utilizam os dados para movimentar recursos ilícitos enquanto ocultam a origem do dinheiro.
Segundo comunicado divulgado no portal oficial Akorda, o país concluiu 1.135 investigações criminais em 2025. Além disso, recuperou 141,5 bilhões de tenges, equivalente a cerca de US$ 277 milhões, direcionados ao ressarcimento de vítimas de crimes financeiros.
País amplia ações contra operações ilegais
A ofensiva nacional resultou na desarticulação de 15 grupos criminosos e no encerramento de 29 plataformas que realizavam conversões de ativos digitais fora do sistema financeiro autorizado. O órgão fiscalizador apontou que o volume total movimentado por essas operações superou 128 bilhões de tenges, reforçando a preocupação do governo com o aumento de fluxos ilícitos no mercado.
Além disso, o setor financeiro encerrou relações comerciais com aproximadamente 2 mil empresas consideradas de risco e identificou 56 mil pessoas com indícios de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro. Essas medidas seguem a tendência global de endurecimento das regulamentações para o mercado de ativos digitais, que cresce rapidamente em diversas jurisdições.
O país também mantém um ecossistema regulado em expansão. Entre janeiro e setembro de 2025, o volume de transações excecutadas em plataformas licenciadas pelo Centro Financeiro Internacional de Astana ultrapassou US$ 6,8 bilhões. Atualmente, o centro abriga 27 empresas ligadas ao setor de cripto, incluindo 12 exchanges autorizadas a operar sob diretrizes regulatórias específicas.
Investigações e políticas de reforço regulatório
A intensificação das fiscalizações vem após um período crítico no mercado global, marcado por furtos de cripto que ultrapassaram US$ 4 bilhões em 2025. Paralelamente, iniciativas internacionais também ganharam força. A T3 Financial Crime Unit, por exemplo, congelou US$ 300 milhões em operações ilícitas durante seu primeiro ano de atuação.
No cenário local, uma operação realizada em outubro de 2025 já havia resultado no fechamento de 130 plataformas irregulares e na apreensão de US$ 16,7 milhões em ativos suspeitos. O balanço apresentado em janeiro de 2026 consolidou os resultados de todas as ações conduzidas ao longo do último ano civil.
Assim, o conjunto de medidas adotadas reforça o compromisso do país em combater operações ilegais e fortalecer o ambiente regulado. As iniciativas visam reduzir o fluxo de recursos provenientes de atividades criminosas. Ao mesmo tempo em que ampliam a segurança do mercado de ativos digitais e impulsionam a confiança no sistema financeiro supervisionado.