Kiyosaki vê Ethereum a US$ 95 mil após maior bolha

Robert Kiyosaki, autor de Pai Rico, Pai Pobre, voltou a defender uma visão extrema para os mercados e afirmou que o Ethereum pode chegar a US$ 95 mil. O autor vinculou essa projeção ao rompimento do que classificou como a maior bolha da história. Ele publicou a declaração em seu perfil no X, com repercussão em 30 de junho.

Na avaliação de Kiyosaki, uma crise financeira global pode se aproximar. Assim, esse choque serviria como gatilho para uma forte valorização de ativos que ele considera proteção, entre eles Ethereum, Bitcoin, ouro e prata. Além disso, ele projetou ouro a US$ 35 mil por onça, prata a US$ 200 por onça e Bitcoin a US$ 750 mil.

“Eu não sei qual alfinete, qual evento, vai estourar as maiores bolhas da história. Seja qual for o evento, o alfinete está próximo. Não é uma questão de se. É uma questão de quando”, afirmou Robert Kiyosaki.

Robert Kiyosaki no X

Staking e ETFs reforçam cenário de escassez

A tese de Robert Kiyosaki encontra apoio em indicadores de oferta e demanda institucional. Em primeiro lugar, o staking concentra uma parcela relevante do ETH em circulação. A indicava 40,3 milhões de ETH alocados nesse mecanismo, cerca de 33,3% de toda a oferta circulante.

Valor total de ETH em staking
Valor total de ETH em staking. Fonte: CryptoQuant.

Esse percentual chama atenção porque reduz a parcela de moedas disponível para negociação. Dessa maneira, quando a demanda aumenta, o mercado tende a reagir com mais intensidade. Ainda assim, o staking sozinho não explica toda a narrativa de alta.

Outro fator importante envolve os ETFs spot de Ethereum nos Estados Unidos. A apontava fluxo líquido positivo de aproximadamente US$ 10,87 bilhões nesses produtos no momento da apuração. Entre os destaques, apareceram o iShares Ethereum Trust, da BlackRock, com ticker ETHA, e o Fidelity Ethereum Fund, da Fidelity, com ticker FETH.

Dados dos ETFs de ETH
Dados dos ETFs de ETH. Fonte: SoSoValue.

Oferta mais restrita eleva a atenção do mercado

Com efeito, a combinação entre staking elevado e entradas em ETFs fortalece a percepção de escassez relativa. Ao mesmo tempo, o capital institucional amplia a liquidez e a visibilidade do ativo. Por isso, parte do mercado vê espaço para uma valorização mais forte caso o cenário macroeconômico se deteriore.

Reservas corporativas ampliam a exposição ao ETH

Além do staking e dos ETFs, as tesourarias corporativas em Ethereum também aparecem na leitura otimista. As atualizações da CoinGecko indicavam que a BitMine Immersion Technologies Inc., listada na NYSE sob o código BMNR, aparecia à frente de mais de 30 entidades que acumulavam mais de 7,7 milhões de ETH. Esse montante representa 6,39% da oferta circulante total.

Esse dado reforça a leitura de que grandes agentes passaram a tratar o Ethereum como ativo estratégico. Ademais, quando empresas e fundos concentram volumes relevantes, a oferta disponível no mercado pode encolher ainda mais. Por consequência, movimentos de demanda tendem a produzir maior sensibilidade nos preços.

A expectativa em torno do Clarity Act, proposta legislativa nos Estados Unidos que busca estabelecer regras mais claras para a indústria de criptomoedas, também entra nessa leitura. Nesse sentido, um ambiente regulatório mais previsível pode favorecer a entrada de novos participantes institucionais.

Cenário de crise sustenta a projeção de Kiyosaki

Na prática, a previsão de Robert Kiyosaki se apoia em dois pilares centrais. Em primeiro lugar, ele espera um colapso nos mercados tradicionais. Em segundo lugar, ele argumenta que os fundamentos de demanda do Ethereum permanecem robustos, sobretudo por causa do staking, dos fluxos positivos em ETFs spot e das reservas corporativas com milhões de ETH.

Dessa forma, a estimativa de Ethereum a US$ 95 mil depende de um choque macroeconômico capaz de redirecionar capital em escala global. Embora a projeção seja agressiva, Kiyosaki apresentou a meta ao lado de outras estimativas igualmente elevadas, como Bitcoin a US$ 750 mil, ouro a US$ 35 mil por onça e prata a US$ 200 por onça. Portanto, sua tese combina pessimismo para o sistema financeiro tradicional com otimismo extremo para ativos alternativos.