LIBRA: Argentina congela 25 contas cripto
A Justiça Federal da Argentina determinou o congelamento de 25 contas de criptomoedas ligadas à investigação sobre o token LIBRA. Além disso, o juiz federal Marcelo Martínez de Giorgi ordenou que seis grandes plataformas entreguem dados detalhados dos usuários vinculados ao caso.
Relatos publicados no X por Wu Blockchain e Whale Insider indicam que a ordem judicial alcança registros de KYC, logs de IP, vínculos bancários e históricos de transações. As plataformas citadas no processo são Binance, Bybit, OKX, CoinEx, FixedFloat e Bitfinex.
Investigação avança sobre grandes corretoras
O bloqueio das 25 contas ocorre enquanto investigadores analisam a movimentação dos fundos associados ao projeto LIBRA. Dessa forma, a ordem busca preservar saldos e registros que possam ajudar a reconstituir o fluxo financeiro do caso.
O juiz federal argentino Marcelo Martínez de Giorgi ordenou o congelamento de 25 contas de criptomoedas ligadas à investigação da LIBRA e determinou que Binance, Bybit, OKX, CoinEx, FixedFloat e Bitfinex identifiquem os titulares das contas.
Wu Blockchain no X
Na prática, a decisão amplia o alcance da apuração federal na Argentina. Além do bloqueio, as plataformas receberam instruções para identificar os titulares e fornecer informações pessoais e operacionais relacionadas às contas investigadas.
Entre os dados solicitados estão arquivos de verificação de identidade, normalmente usados em processos de KYC, bem como registros de acesso por IP. A ordem também inclui detalhes de contas bancárias conectadas às operações investigadas.
Assim, esses elementos podem permitir que as autoridades associem carteiras em blockchain a pessoas ou entidades específicas. No entanto, essa conexão depende da qualidade dos registros internos e da cooperação das plataformas citadas.
KYC, IP e bancos entram no centro da apuração
Os arquivos de KYC costumam incluir documentos de identidade e registros de validação cadastral. Para os investigadores, esse material pode ajudar a ligar contas em corretoras aos responsáveis por movimentações associadas ao token LIBRA.
Os logs de IP, por sua vez, podem indicar de onde partiram acessos e operações em momentos considerados relevantes. Já as informações bancárias podem ajudar a rastrear transferências em moeda fiduciária relacionadas à atividade com criptomoedas.
De acordo com os relatos citados nas publicações, esse conjunto de registros pode ajudar as autoridades argentinas a montar uma linha do tempo mais completa sobre a circulação dos recursos. Em outras palavras, dados internos das corretoras podem complementar as informações visíveis nas redes públicas de blockchain.
Polícia rastreia carteiras da equipe da LIBRA
Um relatório da polícia federal mencionado na cobertura também teria rastreado valores a partir de contas descritas como carteiras da equipe da LIBRA. Ademais, o documento acompanhou movimentações entre diferentes blockchains e corretoras centralizadas.
A Argentina congelou 25 contas de criptomoedas ligadas à investigação da LIBRA, enquanto o juiz ordenou que as corretoras entreguem dados de KYC, logs de IP, detalhes bancários e registros de transações.
Whale Insider no X
Segundo o relato, parte das transferências teria seguido uma estrutura destinada a dificultar o rastreamento. Ainda assim, movimentações distribuídas entre várias plataformas e redes podem atrasar a análise, especialmente quando os fundos passam por diferentes camadas operacionais antes de chegar a contas identificáveis.
O caso permanece ligado à divulgação do token LIBRA feita pelo presidente Javier Milei na rede X em fevereiro de 2025. Desde então, as autoridades passaram a revisar carteiras, contas em corretoras e históricos de transações relacionados ao projeto.
Próxima fase mira titulares e fluxo dos recursos
Com o congelamento das 25 contas e a requisição formal enviada a Binance, Bybit, OKX, CoinEx, FixedFloat e Bitfinex, a investigação sobre LIBRA entra em uma fase centrada na identificação dos titulares.
Além disso, a apuração agora cruza dados de KYC, IP e bancos com o propósito de reconstruir o caminho percorrido pelos recursos apontados no processo. Essa etapa pode ser determinante para conectar movimentações na blockchain a usuários específicos.
Nesse sentido, o avanço da investigação aumenta a pressão judicial sobre as contas mencionadas. Também reforça a importância dos registros mantidos por corretoras centralizadas em casos que envolvem rastreamento de criptoativos.