Melhor momento para comprar e vender Bitcoin, diz analista

Um novo estudo de ciclos de mercado reacendeu o debate sobre o comportamento de longo prazo do Bitcoin, ao indicar que o ativo segue padrões consistentes desde 2015. A análise, realizada pelo pesquisador Tony e apresentada em seu perfil no X, mostra uma estrutura macro que aponta períodos favoráveis de compra e momentos estratégicos para realizar lucros próximos aos topos de ciclo. Além disso, o especialista destaca como esses movimentos podem ajudar investidores a interpretar melhor tendências amplas do mercado.

Segundo Tony, oscilações de curto prazo parecem caóticas, mas os ciclos maiores apresentam regularidade impressionante. Portanto, essa repetição teria permitido identificar janelas claras de expansão e longas fases de correção. No entanto, o analista lembra que variações pontuais são naturais.

Padrão de 1.066 dias de alta ganha força

De acordo com Tony, o Bitcoin mantém uma dinâmica recorrente há quase uma década. O padrão consiste em aproximadamente 1.066 dias de alta, seguidos por queda de cerca de 365 dias. Essa estrutura teria se repetido nos ciclos iniciados em 2015, 2018 e novamente em 2022, reforçando a tese de comportamento previsível.

O primeiro ciclo começou em 8 de janeiro de 2015 e avançou até 17 de dezembro de 2017, acumulando forte valorização até o topo histórico do período. Em seguida, ocorreu uma correção que durou cerca de um ano, encerrada em dezembro de 2018.

O ciclo seguinte se estendeu de 16 de dezembro de 2018 até 10 de novembro de 2021, quando o Bitcoin atingiu US$ 69 mil. Mais uma vez, o movimento foi seguido por 365 dias de queda, concluídos em novembro de 2022.

A partir desse padrão, Tony afirma que o ciclo atual também segue a mesma lógica. Para ele, a fase de alta mais recente ocorreu entre 22 de novembro de 2022 e 6 de outubro de 2025, culminando no topo de US$ 126.080. Esse período soma quase 1.066 dias, compatível com os ciclos anteriores.

Bitcoin

Fonte: Chart from Tony on X

Com base nessas projeções, Tony prevê que a próxima fase de baixa deve ocorrer entre 7 de outubro de 2025 e 5 de outubro de 2026. Assim, ele reforça que pequenas diferenças de datas são comuns em ciclos longos.

Faixas de preço e possíveis alvos

O gráfico apresentado divide as fases em zonas verdes de expansão e zonas vermelhas de correção. Os topos de US$ 69 mil, em 2021, e de US$ 126 mil, em 2025, aparecem destacados. Além disso, ele indica possível queda até a área de US$ 40 mil, antes de um eventual retorno aos US$ 200 mil em um novo ciclo de alta.

Em outra análise, Tony alertou que o fundo da tendência atual pode ainda não ter sido atingido. Segundo o pesquisador, o Bitcoin poderia recuar até a zona de forte suporte entre US$ 40 mil e US$ 50 mil, com o ponto mais baixo possivelmente ocorrendo entre setembro e novembro de 2026.

Além disso, ele comentou sobre o comportamento emocional dos investidores. Em momentos de correção, parte do mercado vê oportunidade, enquanto outra parcela demonstra receio diante de recuos acentuados.

No momento da análise, o Bitcoin era negociado a US$ 66.950, aproximadamente 47 por cento abaixo do recorde de outubro de 2025. No entanto, segundo Tony, o ativo ainda pode cair mais 40 a 50 por cento antes de estabilizar.

Bitcoin

BTC a US$ 66.900 no gráfico diário. Fonte: Tradingview

Assim, o cenário delineado pelo pesquisador reforça a possibilidade de que o Bitcoin continue seguindo sua estrutura histórica, marcada por longos períodos de expansão e correções prolongadas. A faixa entre US$ 40 mil e US$ 50 mil surge como elemento central na análise, já que pode definir o comportamento do mercado no curto prazo e preparar terreno para o próximo grande movimento.