Mercado Bitcoin recebe clientes da Bity no Brasil

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O Mercado Bitcoin firmou um acordo com a Bity para receber clientes da plataforma no Brasil. A medida integra a consolidação do mercado brasileiro de ativos digitais. A partir desta sexta-feira, 2 de outubro, os usuários poderão transferir saldos em reais e criptomoedas para o MB. Com isso, a empresa ampliará sua base de clientes e reunirá os recursos na mesma estrutura de serviços.

O prazo para migrar os saldos em criptomoedas termina em 29 de novembro de 2026. Depois da transferência, os clientes terão acesso aos produtos e serviços oferecidos pela plataforma. Além disso, poderão negociar criptoativos e utilizar investimentos tokenizados, crédito e soluções de pagamentos. Dessa forma, o acordo busca manter a continuidade dos serviços utilizados pelos clientes da Bity.

Clientes terão benefícios durante a migração

O acordo também estabelece condições específicas para os usuários que aderirem à transferência. Durante um período ampliado, esses clientes não pagarão taxas na compra e venda de criptomoedas. Também poderão encontrar condições especiais em produtos de renda fixa digital e staking. Para clientes com maior volume sob custódia, o MB oferecerá atendimento dedicado.

Segundo o comunicado, a Bity enviará as orientações necessárias por seus canais oficiais. Primeiro, cada cliente deverá seguir as instruções apresentadas pela empresa. Em seguida, o usuário precisará criar um cadastro e obter a aprovação do Mercado Bitcoin. Após essa etapa, a nova conta deverá registrar os mesmos saldos em reais e criptomoedas mantidos anteriormente na Bity.

Na prática, a aprovação do cadastro integra o processo exigido para concluir a migração. Caso o usuário ainda não tenha conta no MB, deverá fornecer os dados solicitados pela plataforma. Assim, o procedimento reunirá a identificação do cliente e a transferência dos recursos. O cronograma informado, porém, limita a migração dos saldos em criptomoedas a novembro de 2026.

Mercado brasileiro passa por reorganização

O acordo ocorre em meio a uma série de mudanças entre plataformas de criptomoedas no Brasil. Em setembro, Mercado Bitcoin e Bitso anunciaram uma parceria voltada aos clientes pessoa física da Bitso no país. Da mesma forma, a Coinext indicou o MB aos seus usuários depois de decidir encerrar as operações brasileiras. Esses movimentos mostram uma reorganização das empresas que atendem investidores locais.

Nesse cenário, Roberto Dagnoni, chairman e CEO do Mercado Bitcoin, relacionou a parceria ao processo de consolidação.

“Esse acordo, somado a outros movimentos recentes, reforça nosso papel na consolidação do setor”, afirmou.

O executivo também disse que a empresa pretende oferecer uma transição simples e segura aos clientes da Bity. Ao mesmo tempo, a operação amplia o acesso desse público à estrutura do MB.

Bity concentra operação em negociações proprietárias

A Bity atua desde 2018 com soluções financeiras ligadas a criptomoedas. Atualmente, a empresa responde pela plataforma Bitypreço e pelo aplicativo Bitybank. Sua vertical de negociações proprietárias, contudo, tornou-se o principal foco de atuação. Por isso, a companhia escolheu uma plataforma para receber os clientes de seus outros serviços.

Valdiney Pimenta, fundador e CEO da Bity, afirmou que a decisão busca assegurar continuidade aos usuários. “Nossa prioridade sempre foi oferecer aos nossos clientes a melhor experiência possível”, declarou. Com a escolha do MB, a empresa pretende garantir uma transição tranquila e manter o acesso dos clientes a investimentos. Desse modo, a Bity poderá concentrar esforços em sua principal vertical operacional.

O MB informa possuir 4,5 milhões de clientes e 13 anos de operação. Desde sua fundação, em 2013, a empresa ampliou a atuação além da corretagem de criptomoedas. Agora, seus serviços incluem tokenização, crédito, pagamentos com stablecoins e infraestrutura financeira. Nesse contexto, a plataforma passa a incorporar os usuários e saldos transferidos da Bity.

Regulação influencia estratégias das empresas

As novas exigências do Banco Central para prestadoras de serviços de ativos virtuais também influenciam a reorganização do setor. Por consequência, as empresas revisam estratégias, estruturas operacionais e sua presença no país. Diante desse cenário, plataformas firmam acordos, encerram atividades ou concentram operações em segmentos específicos. Esse ambiente regulatório tem acelerado mudanças no mercado brasileiro de criptomoedas.

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