Micron recebe preço-alvo de US$ 3.000 da DA Davidson
A DA Davidson elevou, em 7 de outubro, o preço-alvo das ações da Micron para US$ 3.000. Na ocasião, a instituição manteve a recomendação de compra para os papéis negociados sob o ticker MU na Nasdaq. Esse valor representa o maior preço-alvo projetado por analistas de Wall Street para a fabricante de chips. Além disso, a estimativa supera em cerca de 42% a previsão anterior da própria corretora, de US$ 2.100.
Gil Luria, analista da DA Davidson, relacionou a revisão aos resultados sólidos da Micron no quarto trimestre fiscal. De acordo com Luria, a orientação da companhia para o ano fiscal de 2027 também superou o consenso do mercado. A administração ainda indicou que o mercado de memória poderá enfrentar restrições de oferta mais duradouras em 2028. Por isso, a corretora passou a adotar uma avaliação mais elevada para as ações.
Resultados e projeções elevam avaliação da Micron
A DA Davidson agora aplica um múltiplo de mercado de 19 vezes à sua estimativa de lucro por ação para o ano fiscal de 2027. Conforme a instituição, esse cálculo reflete a expectativa de que a Micron alcance uma avaliação superior. A tese considera que o perfil de crescimento da fabricante se tornará mais evidente para os investidores. Até então, a corretora baseava o preço-alvo de US$ 2.100 em um múltiplo de 13 vezes os lucros futuros.
“Concluímos que os investidores ainda estão no início de sua jornada para entender o valor da MU e acreditamos que essa jornada os levará a atribuir um múltiplo muito mais alto. Reiteramos a recomendação de compra e elevamos nosso preço-alvo para US$ 3.000, ante US$ 2.100, com um múltiplo de mercado de 19 vezes sobre nossa estimativa de lucro por ação para o ano fiscal de 2027.”
Para Luria, o mercado ainda está nos primeiros estágios de compreensão do valor da Micron. Dessa maneira, os investidores poderão atribuir um múltiplo maior à companhia conforme ganhem confiança em seu potencial de lucros. Ao mesmo tempo, a análise considera a demanda associada à inteligência artificial e as limitações prolongadas na oferta de memória. Nesse cenário, esses fatores sustentam a mudança no método de avaliação adotado pela DA Davidson.
Demanda por inteligência artificial reforça a tese
Os resultados mais recentes da empresa reforçam esse argumento. A Micron informou receita de US$ 54,23 bilhões no quarto trimestre fiscal, alta anual de 379%. Enquanto isso, o lucro por ação ajustado avançou 1.003%, para US$ 33,42. Para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, a companhia projetou receita de US$ 61,5 bilhões e lucro ajustado de US$ 38,15 por ação.
Essas projeções destacam a força contínua da demanda por memória relacionada à inteligência artificial. Ainda assim, o novo preço-alvo da DA Davidson permanece muito acima da expectativa média de Wall Street para os próximos 12 meses. Dados da TipRanks indicam uma projeção média de US$ 1.630 para as ações MU. Portanto, a estimativa de US$ 3.000 representa uma visão consideravelmente mais otimista sobre a companhia.

A recomendação de compra da DA Davidson acompanha a posição predominante entre os analistas que avaliaram a empresa nos últimos três meses. Segundo os mesmos dados, as ações da Micron possuem consenso de “compra forte”. Com isso, a corretora espera que o mercado amplie a avaliação da fabricante conforme os investidores reconheçam sua capacidade de gerar lucros. A demanda de inteligência artificial e as restrições na oferta de memória também apoiam essa perspectiva.
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