Micron tem preço-alvo elevado para US$ 1.520 pela Baird

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A Micron pode continuar avançando com a demanda por infraestrutura de inteligência artificial baseada em agentes. A avaliação consta em um relatório da Baird, citado pela CNBC. A instituição também reiterou a classificação Outperform, que indica expectativa de desempenho superior ao mercado.

Além disso, a Baird elevou o preço-alvo das ações da fabricante de memórias de US$ 1.280 para US$ 1.520. A nova projeção representa potencial de valorização próximo de 40% em relação ao fechamento da sexta-feira. Para Tristan Gerra, analista da instituição, a procura por hardware de sistemas autônomos e a oferta limitada de memória favorecem a empresa.

Nesse contexto, a revisão ocorreu antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre fiscal da Micron. Enquanto isso, Wall Street mantém expectativas elevadas para os números da companhia. Agora, o balanço deverá mostrar se receitas, margens e demanda por memória sustentam as estimativas otimistas.

Inteligência artificial reforça perspectiva para a Micron

A Baird sustenta sua avaliação de curto e médio prazo em três fatores operacionais e estruturais. Primeiro, a adoção crescente de agentes de inteligência artificial amplia as necessidades de processamento e memória. Segundo a instituição, essa tendência deve continuar ao longo do próximo ano. Com isso, a Micron pode se beneficiar dos investimentos em infraestrutura tecnológica.

Em seguida, a Baird prevê uma desaceleração no crescimento da oferta global de DRAM em 2027, na comparação com os níveis projetados para 2026. Dessa forma, o mercado pode continuar apertado e oferecer suporte aos preços. A DRAM representa um componente essencial para smartphones, computadores e servidores. Ao mesmo tempo, a oferta restrita pode favorecer as margens dos fabricantes.

Por sua vez, a Baird espera uma expansão relevante das margens da memória de alta largura de banda, conhecida pela sigla HBM. Essa tecnologia utiliza camadas empilhadas de DRAM para aumentar significativamente a velocidade de transferência de dados. Assim, a HBM ganhou importância em data centers e sistemas de inteligência artificial. A demanda por esse tipo de memória integra um dos principais fundamentos da avaliação positiva.

Ações acumulam valorização expressiva em 2026

As ações da Micron registraram desempenho destacado em 2026, impulsionadas pela procura por memória destinada a data centers e infraestrutura de inteligência artificial. Até agora, os papéis acumulam valorização próxima de 279% no ano. Com esse avanço, a companhia figura entre os nomes de melhor desempenho do setor de semicondutores. O movimento também elevou as expectativas incorporadas ao preço das ações.

Em 25 de junho, a cotação atingiu a máxima intradiária histórica de US$ 1.255 por ação. Desde então, investidores acompanham a capacidade da companhia de atender à demanda crescente por chips de memória. Ainda assim, a valorização de três dígitos aumenta a pressão por resultados operacionais consistentes. O próximo balanço poderá indicar se a empresa mantém esse ritmo.

Mercado aguarda resultados do quarto trimestre fiscal

A revisão da Baird antecede a divulgação do balanço trimestral da Micron. De acordo com o consenso compilado pela LSEG, analistas projetam crescimento anual de aproximadamente 939% no lucro por ação. Logo, os resultados terão peso relevante na avaliação do atual ciclo de investimentos em tecnologia. O desempenho das margens também deverá receber atenção do mercado.

Nesse cenário, o sentimento dos analistas permanece amplamente favorável à fabricante de memórias. Dos 49 profissionais que acompanham a companhia, 46 recomendam compra ou compra forte. Também conforme o consenso, o preço-alvo médio indica potencial adicional de valorização próximo de 34%.

A combinação entre demanda robusta por HBM e oferta mais restrita de DRAM posiciona a Micron entre as possíveis beneficiárias do ciclo tecnológico. No entanto, as ações negociam perto das máximas após a forte valorização registrada no ano. Por isso, o próximo relatório financeiro será importante para avaliar a evolução das receitas, das margens e da demanda. Esses indicadores poderão confirmar se os fundamentos continuam respaldando as projeções de Wall Street.

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