Microsoft: Tigress eleva preço-alvo para US$ 690

A Microsoft (NASDAQ: MSFT) recebeu uma nova elevação de preço-alvo em Wall Street. A revisão veio após os resultados recentes reforçarem a confiança na estratégia de inteligência artificial e computação em nuvem.

Nesse cenário, a Tigress Financial Partners reiterou a recomendação de compra. A instituição também elevou seu preço-alvo de 12 meses de US$ 595 para US$ 690.

Com isso, a nova projeção supera a anterior em 15,97%. Sobre a cotação de US$ 489 considerada na análise, o alvo representa um potencial de valorização de aproximadamente 41%.

Inteligência artificial e Azure sustentam projeção

A perspectiva revisada reflete a avaliação positiva sobre a liderança da Microsoft em inteligência artificial. Também considera o avanço da Azure e a expansão da monetização da plataforma Copilot.

Por sua vez, Ivan Feinseth, analista da Tigress Financial Partners, considera esse ecossistema um dos principais motores de crescimento duradouro da companhia.

De acordo com o analista, a integração entre inteligência artificial, nuvem e software também favorece a geração de valor aos acionistas no longo prazo.

Entre os catalisadores, a instituição destacou a aceleração da Azure, a crescente adoção do Copilot e o recorde da carteira comercial. Esses fatores podem apoiar a expansão futura das receitas.

Ao mesmo tempo, Feinseth apontou que a estratégia disciplinada de alocação de capital fortalece os retornos. Ela também reforça a posição competitiva da Microsoft no segmento de inteligência artificial.

Copilot se aproxima de ponto de inflexão

Na avaliação da Tigress, a adoção do Copilot se aproxima de um ponto de inflexão entre os clientes da Microsoft. A companhia possui uma ampla base instalada para distribuir a ferramenta.

Assim, o Copilot pode criar uma oportunidade relevante de monetização no longo prazo. O crescimento do número de usuários pagos reforça essa perspectiva.

Dados da TipRanks mostram que os 36 analistas acompanhados mantêm consenso de compra forte para as ações MSFT.

Desse total, 35 profissionais recomendam a compra dos papéis. Apenas um indica manutenção, enquanto nenhum analista recomenda a venda.

Já o preço-alvo médio para os próximos 12 meses está em US$ 560,52. Esse valor representa um potencial de alta de aproximadamente 14,6% sobre a cotação considerada.

Enquanto isso, as projeções variam entre US$ 450 e US$ 690. Dessa forma, o novo alvo da Tigress ocupa o limite superior do intervalo.

Resultados fiscais reforçam fundamentos da Microsoft

O cenário coincide com a recuperação das ações da Microsoft após um período de volatilidade. Os papéis encontraram suporte nos resultados do quarto trimestre e do ano fiscal de 2026.

No ano fiscal de 2026, a receita cresceu 18% e alcançou US$ 331,8 bilhões. Enquanto isso, o lucro diluído por ação avançou 32%, para US$ 17,95.

No quarto trimestre fiscal, a receita chegou a US$ 90 bilhões. O lucro, por sua vez, ficou em US$ 4,74 por ação.

Ambos os indicadores superaram as estimativas de Wall Street. O desempenho fortaleceu a percepção de que os investimentos em infraestrutura tecnológica apoiam o crescimento da companhia.

Na mesma base, a receita da Azure acelerou para 43%. Com esse avanço, sua taxa anualizada de receita ultrapassou US$ 100 bilhões pela primeira vez.

Em paralelo, a receita da Microsoft Cloud cresceu 27% e atingiu US$ 214,4 bilhões. O resultado demonstrou a força da demanda por serviços corporativos em nuvem.

As obrigações comerciais de desempenho remanescentes, que representam receitas futuras contratadas, saltaram 84% e chegaram a US$ 678 bilhões.

Por fim, a adoção do Microsoft 365 Copilot continuou avançando. A plataforma superou a marca de 30 milhões de licenças pagas durante o período analisado.