Monero mira suporte em US$ 513 sob pressão de derivativos

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O Monero caiu 5,1% nas últimas 24 horas, enquanto o Zcash avançou 9,8%. No mesmo período, o Bitcoin registrou alta de 0,9%. Já o XMR perdeu força depois de superar US$ 600 no início da semana. Portanto, os principais projetos de privacidade apresentaram desempenhos divergentes.

Na abertura da sessão de Nova York de terça-feira, 20 de outubro, o Bitcoin saltou para US$ 83,4 mil. Ao mesmo tempo, o XMR avançou 3,2%, de US$ 607 para US$ 627. Contudo, o movimento perdeu força após encontrar resistência nessa região. Ainda assim, a estrutura técnica permaneceu altista nos períodos analisados.

Mercado reage em meio ao alerta sobre a FreedomXMR

Segundo o investigador on-chain ZachXBT, 87% das entradas na FreedomXMR, também chamada de FXMR, tinham origem ilícita. A plataforma atua como exchange não custodial e serviço de swaps. Nesse contexto, ZachXBT classificou a operação como um serviço centralizado de lavagem implantado na Hyperliquid Core. De acordo com a apuração, a plataforma mantinha ligação direta com atividades ilícitas.

Dados analisados sobre a FreedomXMR
Fonte: ZachXBT

 

A análise de transações históricas acima de US$ 10 mil identificou mais de US$ 20 milhões em movimentações. Entre as origens rastreadas estavam ransomware, ataques de engenharia social e explorações. Além disso, ZachXBT afirmou que o administrador provavelmente obtinha liquidez de Monero na KuCoin. Nesse caso, a exchange funcionaria como uma das fontes usadas para abastecer o serviço.

Na sequência, o investigador identificou mais de 3 mil depósitos atribuídos ao administrador na exchange. Enquanto isso, o XMR ultrapassou US$ 600 no início da semana. Embora o avanço tenha reforçado o impulso comprador, analistas alertaram para o nível elevado do interesse em aberto. Por isso, o mercado passou a acompanhar com atenção o risco associado à alavancagem.

Gráfico diário do Monero
Fonte: XMR/USDT no TradingView

Fonte: TradingView

 

Derivativos alavancados ampliam risco para o XMR

O interesse recorde em derivativos indicava um mercado excessivamente alavancado. Dessa forma, uma cascata de liquidações poderia intensificar a pressão sobre a cotação do Monero. Mesmo assim, o gráfico diário ainda apresentava uma estrutura de preço altista. Nesse cenário, os compradores precisariam defender regiões importantes para preservar a tendência.

No gráfico diário, os próximos suportes relevantes apareciam em US$ 484 e US$ 438. O mercado também observava o nível psicológico de US$ 600. Ao mesmo tempo, a perda desse patamar poderia acelerar as vendas e ampliar a volatilidade. Caso o recuo continuasse, os suportes inferiores ganhariam maior importância.

Região entre US$ 513 e US$ 520 concentra atenção

Gráfico de quatro horas do Monero
Fonte: XMR/USDT no TradingView

Fonte: TradingView

 

No gráfico de quatro horas, a estrutura de swing continuava altista no momento da publicação. No entanto, a grande vela e o pavio de 21 de setembro formaram uma zona de oferta acima do preço. Recentemente, o XMR avançou até essa área, mas encontrou rejeição. Assim, o movimento reforçou a possibilidade de uma correção antes de uma nova tentativa de alta.

Diante dessa rejeição, um novo recuo até US$ 560 e US$ 520 poderia ocorrer. Primeiro, a região próxima de US$ 560 funcionaria como referência intermediária. Em seguida, a faixa entre US$ 513 e US$ 520 poderia concentrar liquidez e atrair compradores. Por outro lado, um fechamento de quatro horas abaixo de US$ 484,29 invalidaria a estrutura altista nesse período.

Para traders de swing, uma estratégia possível seria aguardar uma varredura das mínimas entre US$ 513 e US$ 520. Assim, novas compras dependeriam da reação do preço nessa faixa. Ainda assim, o recuo de US$ 627 para US$ 576 não rompeu a estrutura altista dos períodos analisados. Em contrapartida, uma queda prolongada abaixo de US$ 484 mudaria o cenário técnico para baixista.

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