Morgan Stanley amplia atuação com novo pedido para custódia cripto
Morgan Stanley, um dos maiores bancos dos Estados Unidos e gestor de mais de US$ 7 trilhões em ativos, apresentou um pedido ao Office of the Comptroller of the Currency para obter uma autorização nacional de trust bank. A iniciativa reforça a estratégia da instituição de oferecer serviços de custódia de ativos digitais, incluindo Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Solana (SOL), a uma base de mais de 18 milhões de clientes.
O documento enviado ao órgão regulador em 18 de fevereiro de 2026 evidencia que o banco deseja estruturar um serviço seguro e totalmente alinhado às diretrizes vigentes dos Estados Unidos. Além disso, o Federal Reserve e o próprio OCC atualizaram suas orientações, permitindo que bancos tradicionais custodiem ativos digitais dentro de um arcabouço legal mais robusto.
Expansão estratégica no setor de ativos digitais
A ampliação do Morgan Stanley ocorre em um momento de maior clareza regulatória no país. Assim, o banco intensifica sua presença no segmento ao somar este pedido ao recente envio de solicitações à SEC para lançar ETFs de Bitcoin, Ether e Solana à vista. Esses movimentos demonstram que a instituição quer fortalecer sua oferta de produtos ligados a ativos digitais.
No quarto trimestre de 2025, o banco registrou receita líquida de US$ 17,9 bilhões, um avanço de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo a instituição, o bom desempenho foi impulsionado principalmente pela área de gestão de patrimônio, que agora prepara uma integração mais direta com soluções envolvendo ativos digitais. Portanto, a busca pela autorização de trust bank funciona como um passo natural dentro dessa estratégia.
Além disso, a crescente demanda de investidores institucionais e de varejo por ativos digitais indica que iniciativas como essa tornam-se essenciais para manter competitividade no mercado financeiro global. O movimento coloca o Morgan Stanley ao lado de instituições que já receberam aprovação semelhante do OCC. Tais como Anchorage Digital, Ripple Labs, Fidelity Digital, Paxos, BitGo, Crypto.com. E o First National Digital Currency Bank, ligado à emissora da stablecoin USDC, Circle.
Avanço institucional mesmo com volatilidade do mercado
O interesse de bancos tradicionais ocorre mesmo em um cenário marcado por volatilidade e períodos prolongados de queda no mercado de cripto. No entanto, a entrada decidida de uma instituição do porte do Morgan Stanley tende a acelerar a adoção entre grandes investidores. Além disso, mudanças regulatórias aprovadas durante o governo de Donald Trump fortaleceram a segurança jurídica do setor.
Esse novo ambiente regulatório proporciona confiança a instituições financeiras que desejam explorar oportunidades em ativos digitais sem comprometer conformidade ou gestão de riscos. Assim, o pedido do Morgan Stanley reforça a percepção de que a coexistência entre finanças tradicionais e ativos digitais avança em ritmo mais acelerado.
Expectativas para o impacto no mercado e para novos produtos
A solicitação do trust bank pode influenciar diretamente a percepção de legitimidade do setor de cripto. Além disso, a iniciativa evidencia que bancos globais já enxergam valor estratégico na integração de serviços de custódia regulada. Especialmente para ativos como Bitcoin e Ethereum.
Ainda no começo do ano, o banco enviou seu pedido para lançar ETFs de Bitcoin, Ether e Solana. Por conseguinte, a combinação entre novos produtos e uma possível autorização de trust bank cria condições para ampliar o acesso de investidores a alternativas regulamentadas.
No curto prazo, especialistas afirmam que o Morgan Stanley deve ganhar espaço entre as instituições que lideram a integração entre ativos digitais e o sistema financeiro tradicional. Assim, os pedidos enviados ao OCC e à SEC demonstram que o banco pretende construir serviços sólidos dentro de um ambiente regulatório mais maduro. Portanto, favorecendo sua expansão no setor de cripto.