Morgan Stanley lança trading cripto com taxas menores

O Morgan Stanley iniciou um piloto de negociação de criptomoedas com taxas reduzidas, elevando a pressão competitiva sobre plataformas como Coinbase e Robinhood.

A demanda por ativos digitais segue em expansão e, como resultado, intensifica a disputa entre bancos e corretoras. Nesse contexto, custos mais baixos e acessibilidade tornaram-se fatores decisivos para atrair investidores. Assim, o movimento do Morgan Stanley indica uma estratégia clara de avanço no mercado de varejo.

Projeto piloto aposta em preços mais baixos via E*Trade

O Morgan Stanley iniciou um projeto piloto de negociação de criptomoedas por meio da plataforma E*Trade. A iniciativa oferece custos inferiores aos de concorrentes consolidados. Segundo a Bloomberg, o piloto cobra cerca de 50 pontos-base por operação.

Em comparação, empresas como Coinbase, Robinhood e Charles Schwab aplicam taxas mais elevadas. Por conseguinte, a estratégia do banco tende a atrair investidores sensíveis a custos. Além disso, a proposta envolve integração com serviços financeiros já utilizados pelos clientes.

Embora ainda esteja em fase inicial, o projeto pode ser expandido ao longo de 2026. O alcance potencial inclui aproximadamente 8,6 milhões de clientes da E*Trade. Ao mesmo tempo, executivos destacam que o objetivo não se limita à competição por preço.

Jed Finn, responsável pela divisão de gestão de patrimônio do Morgan Stanley, afirmou que a meta é reduzir a dependência de intermediários. Em outras palavras, o banco busca oferecer acesso direto ao mercado de criptomoedas dentro de um ambiente já familiar aos investidores.

Expansão inclui novos produtos e custódia própria

Nos últimos anos, o Morgan Stanley ampliou sua atuação no setor. Entre os movimentos, lançou um fundo negociado em bolsa baseado em Bitcoin. Além disso, prepara produtos ligados a Ether e Solana, diversificando sua oferta conforme a evolução do mercado.

Paralelamente, o banco busca uma licença de banco fiduciário nacional. Com isso, poderá custodiar criptomoedas diretamente, o que aumenta o controle sobre os ativos e reduz custos operacionais. Dessa forma, a estratégia combina expansão regulatória com eficiência operacional.

Concorrência se intensifica entre bancos e corretoras

Fontes indicam que o Morgan Stanley também avalia permitir a conversão de ativos digitais em produtos negociados em bolsa sem necessidade de venda direta. Essa abordagem pode facilitar a gestão de portfólios e, ao mesmo tempo, reduzir eventos tributários associados à liquidação.

Além disso, o banco avança em projetos de tokenização de ações. Eventuais lançamentos podem ocorrer ainda em 2026, acompanhando a tendência de integração entre ativos tradicionais e infraestrutura blockchain.

Receitas bilionárias elevam disputa no setor

A competição permanece intensa. A Coinbase registrou US$ 3,32 bilhões em receitas de transações de consumidores em 2025. Já a Robinhood reportou quase US$ 1 bilhão em receitas relacionadas a criptomoedas.

Esses números reforçam o peso do setor como motor de crescimento. Nesse cenário, a entrada do Morgan Stanley com taxas reduzidas aumenta a pressão sobre plataformas digitais.

Em conclusão, o banco avança com uma estratégia baseada em custo, escala e integração. Ao combinar infraestrutura, novos produtos e possível custódia própria, o Morgan Stanley fortalece sua posição no mercado cripto e amplia a concorrência com players nativos digitais.