Nova abordagem de segurança por intenção no Ethereum

O ecossistema Ethereum recebeu uma nova proposta de segurança após Vitalik Buterin apresentar um modelo que coloca a intenção do usuário no centro da proteção digital. O cofundador destacou no X que a distância entre o que o usuário pretende fazer e o que a blockchain executa ainda gera riscos relevantes, especialmente em operações simples que dependem de chaves públicas e endereços que nem sempre refletem a vontade real de quem interage com a rede.

Modelo de segurança reforça alinhamento entre intenção e ação

Buterin apontou que transformar intenções humanas em comandos claros é um desafio constante. Além disso, até tarefas comuns, como enviar 1 ETH, podem falhar caso haja confusão de endereços. Ele explicou que a complexidade aumenta conforme o uso se torna mais avançado, já que nem mesmo a cripto impede que metadados revelem padrões sensíveis.

O cofundador citou prejuízos recentes para ilustrar esse risco. A Chainalysis registrou perdas expressivas em 2025, destacando o ataque de US$ 1,5 bilhão contra a ByBit, atribuído ao DPRK. Esses eventos reforçam que muitos danos ocorrem por interações equivocadas, não por falhas matemáticas dos sistemas.

Fonte: Chainalysis

Redundância como pilar essencial da proteção

Para prevenir falhas, Vitalik defende camadas de redundância que confirmem a verdadeira intenção do usuário. Assim, informações digitadas nunca representam toda a intenção, o que torna necessário validar ações por múltiplos meios para reduzir riscos.

Simulações de transações, verificações cruzadas e validações extras ajudam a confirmar escolhas. Além disso, smart contracts devem incluir propriedades matemáticas verificadas antes da implantação, permitindo identificar divergências entre especificação e código.

Nos wallets, simulações antecipam efeitos das operações. Recursos como multisig, recuperação social, limites de gastos e alertas para endereços novos adicionam proteção sem aumentar atritos no uso cotidiano. Esses mecanismos buscam bloquear ações suspeitas e preservar a experiência do usuário.

Impactos no futuro da rede e da inteligência artificial

Buterin afirmou que esse modelo deve orientar a evolução de wallets, smart contracts e dispositivos integrados ao ecossistema. Segundo ele, a EIP-8141 avança ao permitir wallets personalizáveis guiados por intenção, combinando multisig e simulações que tornam operações simples mais rápidas e ações atípicas mais verificadas.

Sistemas inteligentes devem reforçar a proteção

Modelos de linguagem amplos também ganham relevância, já que simulam senso comum e funcionam como mais um sinal dentro de um sistema composto por verificações, regras e confirmações. Portanto, a segurança aumenta sem complicar a experiência de uso. Além disso, sistemas inteligentes podem detectar comportamentos fora do padrão e intervir apenas quando necessário.

Com essa abordagem, o setor tende a reduzir vulnerabilidades ligadas a falhas humanas. Vitalik sustenta que os maiores riscos seguem relacionados a interações equivocadas, o que torna essencial reforçar camadas de confirmação para proteger usuários e operações dentro da blockchain.