Núclea lança BRLN, stablecoin de real, para apoiar tokenização
A empresa brasileira de tecnologia e dados Núclea (anteriormente CIP) anunciou, em 30 de janeiro de 2026, o lançamento da BRLN, uma stablecoin lastreada em real desenvolvida para para dar suporte a processos de liquidação, compensação e integração entre as soluções de ativos digitais operadas pela própria companhia. A iniciativa reforça a estratégia da empresa de modernizar fluxos internos e ampliar a agilidade em processos de liquidação e registro.
Stablecoin expande o ecossistema digital da companhia
O BRLN foi desenvolvido na Núclea Chain, a blockchain da empresa, que é utilizada para tokenização de recebíveis e outros ativos. Desde o lançamento da Núclea Chain, em 2024, a Núclea já tokenizou mais de R$1 bilhão, incluindo duplicatas e cotas de consórcio.
A arquitetura da BRLN foi planejada para garantir integração com redes públicas de blockchain. No entanto, essa conexão será ativada de forma gradual. A companhia pretende avançar conforme as exigências dos clientes e as regras de mercado evoluírem. Assim, a stablecoin se posiciona como um elemento central na transformação digital conduzida pela empresa.
Atualmente, a BRLN já opera integrada ao conjunto de serviços internos da Núclea. Entre esses serviços estão processos de registro, liquidação e iniciativas de tokenização. Além disso, a moeda digital contribui para acelerar fluxos operacionais e fortalecer a interoperabilidade entre diferentes plataformas da instituição.
BRLN otimiza serviços digitais existentes
Nesta etapa inicial, a BRLN foi incorporada para aprimorar operações já estruturadas na infraestrutura da Núclea. Um dos exemplos é o N-COTAS, solução dedicada ao leilão e à consolidação de cotas de consórcio. Com a stablecoin, o serviço ganha maior precisão e velocidade, fatores essenciais para ampliar a eficiência em transações de alto volume.
Além disso, a moeda digital ajuda a preparar a infraestrutura da empresa para aplicações mais avançadas que exigem interoperabilidade ampliada. A modernização de fluxos internos permite que sistemas distintos operem de forma integrada, criando uma base robusta para a implementação de modelos digitais de próxima geração.
Segundo a empresa, essa modernização fortalece iniciativas já implementadas e abre caminho para novos serviços que dependem de agilidade operacional. Portanto, a stablecoin cumpre função dupla: sustenta o ecossistema atual e viabiliza uma evolução contínua dentro do ambiente digital da companhia.
Núclea reforça segurança e governança com a BRLN
A introdução da BRLN marca um ponto relevante para a modernização das operações financeiras no Brasil. O vice-presidente de Negócios da Núclea, Rodrigo Furiato, afirmou que a stablecoin leva para o ambiente blockchain a mesma robustez que a companhia mantém há décadas em suas estruturas financeiras tradicionais.
Assim, a empresa busca oferecer tecnologia avançada sem abrir mão de segurança e governança. A estratégia reforça a confiança do mercado, especialmente em um cenário no qual ferramentas digitais ganham cada vez mais espaço nas instituições financeiras.
O avanço da BRLN demonstra o interesse crescente do setor em soluções que proporcionam rastreabilidade, automação e integração. Como a moeda foi criada para fortalecer serviços já presentes no ecossistema da Núclea, seus benefícios tendem a surgir de forma imediata, principalmente em registros e liquidações. Além disso, a previsão de integração futura com redes públicas indica que a empresa pretende acompanhar a evolução regulatória e as demandas do mercado por ambientes mais abertos e conectados.
A nova stablecoin chega em meio a uma onda de lançamentos de stablecoins de reais desde o ano passado e que envolve ainda a BRLD, da tokenizadora Liqi; o BRLV, da Crown; e o BRD, projeto que deve ser lançado oficialmente em março e que conta com o ex-diretor do Banco Central (BC), Tony Volpon.