Nvidia ganha US$ 150 bi e vale US$ 4,78 tri
A Nvidia (NASDAQ: NVDA) fechou o primeiro semestre de 2026 com valor de mercado estimado em US$ 4,78 trilhões. No início do ano, a fabricante de chips valia cerca de US$ 4,63 trilhões. Assim, a companhia adicionou aproximadamente US$ 150 bilhões em seis meses.
Dados apurados em 30 de junho pela Companies Market Cap indicam alta de 3,14% no período. Na mesma data, o mercado negociava as ações a US$ 196,48.

Nvidia mantém liderança entre empresas globais
Os mesmos dados mostram que a Nvidia segue como a empresa listada mais valiosa do mundo em 2026. Além disso, a companhia permanece à frente da Alphabet (NASDAQ: GOOGL), que ocupa a segunda posição com valor de mercado de US$ 4,28 trilhões.
Desse modo, a distância entre as duas empresas chega a cerca de US$ 500 bilhões. Em uma comparação mais ampla, a Nvidia aparece como o segundo ativo mais valioso do planeta, atrás apenas do ouro, estimado em US$ 28,25 trilhões no momento da apuração.
Ao mesmo tempo, o desempenho recente perdeu força. O papel acumulava queda mensal de 12%, o que sinaliza um período mais difícil para as ações. Ainda assim, a capitalização continua em patamar historicamente elevado.
Contudo, o valor atual permanece abaixo do recorde de aproximadamente US$ 5,72 trilhões, registrado em 14 de maio de 2026. Esse movimento reforça que a liderança em inteligência artificial não elimina correções expressivas no curto prazo.
Distância para novas máximas ainda exige recuperação
Para voltar à marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado, a Nvidia precisaria avançar cerca de 4,6%. Já para superar a máxima histórica acima de US$ 5,72 trilhões, seria necessário um rali de aproximadamente 19,7%.
Em outras palavras, a companhia preserva uma posição dominante, mas ainda precisa recuperar parte relevante das perdas recentes. Portanto, o mercado segue dividido entre a força estrutural do negócio e a fraqueza mais recente das ações.
Nvidia destaca parceria com Palantir
Com a pressão sobre o preço das ações, a administração da Nvidia passou a destacar movimentos estratégicos. Em 29 de junho, a empresa anunciou uma parceria com a Palantir Technologies (NASDAQ: PLTR) para ampliar a adoção de sua plataforma de inteligência artificial e do modelo Nemotron junto ao governo dos Estados Unidos.
Após o anúncio, as ações subiram quase 1,5%. Ainda assim, a expectativa no curto prazo segue marcada por volatilidade, já que o papel continua distante dos níveis vistos antes da correção recente.
Além disso, a nova parceria reforça a estratégia da Nvidia de expandir sua presença em contratos sensíveis e de alto valor agregado. Nesse sentido, a cooperação com a Palantir pode fortalecer a tese de crescimento ligada à infraestrutura de inteligência artificial para uso estatal.
Semestre combina avanço estrutural e pressão recente
No fechamento do primeiro semestre, os números apontam um quadro misto para a Nvidia. De um lado, a empresa somou US$ 150 bilhões em valor de mercado em 2026 e manteve a liderança global entre companhias listadas. De outro, o recuo recente ainda deixa o grupo abaixo do pico registrado em 14 de maio.
Como resultado, a Nvidia encerra junho com uma vantagem de US$ 500 bilhões sobre a Alphabet e com status de destaque absoluto no setor de inteligência artificial. Entretanto, o comportamento das ações nas próximas semanas deve indicar se a companhia conseguirá retomar o impulso necessário para buscar novamente as máximas históricas.