O avanço do Bitcoin: ETFs, reservas de tesouro e momento altista

Copia de Contra Capa 2

À medida que 2024 se aproxima do fim, o papel do Bitcoin nas finanças globais nunca foi tão relevante. Com recordes de influxos em ETFs, ampla adoção como reserva de tesouro e sinais altistas no mercado, a principal criptomoeda está se preparando para uma era transformadora em 2025.

ETFs de Bitcoin superam as expectativas

O lançamento dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, em janeiro de 2024, provou ser um divisor de águas. Mais de 500.000 BTC, equivalentes a mais de 2,5% do suprimento circulante de Bitcoin, foram destinados a esses fundos, acumulando US$ 50,5 bilhões em valor. Entre eles, o iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, se tornou o ETF mais rápido da história a atingir US$ 50 bilhões em ativos sob gestão, alcançando esse marco em apenas 228 dias.

Os ETFs FBTC da Fidelity, GBTC da Grayscale e ARKB da ARK também registraram fluxos consistentes, com instituições liderando grande parte da demanda. Os recentes aumentos no preço do Bitcoin, que ultrapassou a marca de US$ 100.000, só intensificaram esse momento. Analistas enxergam isso como um sinal de crescente confiança dos investidores no Bitcoin como classe de ativo e como uma proteção contra riscos financeiros tradicionais.

Diversificação e estratégias de tesouraria

Enquanto os ETFs atraem atenção institucional, empresas estão cada vez mais voltando-se para o Bitcoin como uma estratégia de diversificação de tesouraria. Empresas como a Rumble e firmas de biotecnologia como a Enlivex Therapeutics alocaram milhões de dólares em reservas de Bitcoin, citando seu potencial como proteção contra a inflação. Globalmente, corporações como a Jetking Infotrain, da Índia, seguiram o mesmo caminho, marcando uma mudança nas estratégias tradicionais de gestão de tesouraria.

O apelo do Bitcoin reside em seu suprimento fixo de 21 milhões de moedas, tornando-o uma alternativa atraente às moedas fiduciárias e outros ativos vulneráveis à inflação. Alguns analistas preveem que grandes empresas como a Amazon possam em breve integrar Bitcoin em suas reservas, legitimando ainda mais seu papel nas finanças globais.

Equilibrando riscos

Nem todos enxergam o Bitcoin como uma oportunidade ilimitada. O bilionário Thomas Peterffy pediu cautela, recomendando apenas uma alocação de 2%-3% do portfólio em Bitcoin para mitigar sua volatilidade. Ele alerta que uma exposição excessiva – acima de 10% – poderia colocar portfólios em risco, especialmente durante quedas acentuadas no mercado.

Essa perspectiva reflete o equilíbrio que os investidores devem buscar entre o potencial de crescimento do Bitcoin e seus riscos inerentes. No entanto, Peterffy reconhece o papel crescente do Bitcoin, já que até mesmo sua própria empresa, a Interactive Brokers, adotou o comércio de criptomoedas desde 2017.

Bitcoin supera o ouro em 2024

A ascensão notável do Bitcoin em 2024 também destacou sua concorrência com o ouro. O lendário trader Peter Brandt observou que o preço do Bitcoin em relação ao ouro recentemente rompeu um nível-chave de resistência, sinalizando o início de outro movimento altista. Embora o ouro continue sendo um forte reserva de valor, o desempenho do Bitcoin o superou em termos de dólares, com alguns analistas projetando um crescimento ainda maior à medida que a adoção institucional e de varejo acelera.

Essa tendência reforça o apelo duplo do Bitcoin: como uma alternativa digital ao ouro e como um investimento especulativo com potencial significativo de valorização.

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Foto de Marcelo Roncate O autor:

Redator desde 2019. Entusiasta de tecnologia e criptomoedas.