Opendoor sobe 9% após entrada no Russell 3000

As ações da Opendoor Technologies Inc., negociadas sob o ticker OPEN, subiram mais de 9% na quarta-feira e se aproximaram de US$ 5,05. O avanço ganhou força por três fatores centrais: a entrada no Russell 3000 Index, a melhora do sentimento do mercado e o aumento relevante da atividade em opções.

OPEN Stock Card
Opendoor Technologies Inc. (OPEN)

Inclusão no índice amplia demanda por OPEN

O gatilho mais imediato para a alta foi a inclusão da Opendoor no Russell 3000 Index, com efeito no fechamento de 26 de junho. Em geral, esse tipo de evento atrai compras de fundos que replicam o índice. Dessa forma, a demanda pelas ações pode crescer no curto prazo.

Além disso, investidores passaram a observar com mais atenção a estrutura de remuneração do CEO Kaz Nejatian. Na leitura do mercado, o modelo tem forte ligação com desempenho. Assim, ele reforça o alinhamento da liderança com resultados de longo prazo, em vez de uma compensação desconectada da execução operacional.

O viés mais otimista veio de Eric Jackson, da EMJ Capital. Ele descreveu a Opendoor como o “momento Tesla do setor imobiliário” e definiu um preço-alvo de US$ 82 até 2028. Ademais, apresentou uma projeção de US$ 500 até 2033.

A tese de Jackson se apoia na integração vertical da companhia, no controle sobre essa classe de ativos e no potencial de tokenização do mercado imobiliário. Embora a projeção seja agressiva, ela ganhou atenção pelo tamanho da aposta. Nesse sentido, a combinação entre tecnologia e mercado imobiliário segue no centro da narrativa dos compradores.

Níveis técnicos apontam força no curto prazo

Na análise gráfica, OPEN opera 12,7% acima da média móvel de 20 dias, posicionada em US$ 4,51. Além disso, o papel está 5,8% acima da média móvel de 50 dias, em US$ 4,81. Com efeito, esse quadro sugere vantagem dos compradores no curto prazo.

No horizonte mais amplo, porém, o cenário ainda não se resolveu por completo. A ação segue 14,6% abaixo da média móvel de 200 dias, em US$ 5,96. Portanto, a tendência de prazo maior ainda não mostrou recuperação total.

O indicador MACD permanece acima da linha de sinal, com histograma positivo. Assim, o mercado identifica melhora no momentum. No entanto, traders ainda monitoram o death cross de março, quando a média de 50 dias cruzou abaixo da média de 200 dias. Esse sinal costuma indicar fragilidade na estrutura de longo prazo.

Entre os níveis técnicos mais observados, a principal resistência aparece em US$ 5,50. Essa faixa arredondada concentrou repiques anteriores que perderam força. Por outro lado, o suporte mais relevante está em US$ 4,50, região próxima da média móvel de 20 dias.

Opções reforçam posicionamento otimista

Se o gráfico melhorou, o mercado de derivativos reforçou ainda mais o movimento. Na quarta-feira, investidores negociaram 99.802 opções de compra de OPEN. Esse volume equivale a cerca de duas vezes o esperado. Em outras palavras, a aposta em continuidade da alta ficou mais evidente.

Os strikes mais ativos foram as calls semanais de US$ 5 com vencimento em 2 de julho e as calls de US$ 5,50. Juntas, elas somaram quase 32.200 contratos. Ao mesmo tempo, a volatilidade implícita subiu mais de 3 pontos e alcançou 85,43%.

Outro dado que chamou atenção foi a Put/Call Ratio de 0,14. Por essa leitura, o posicionamento ficou amplamente concentrado em calls. Portanto, o mercado passou a precificar uma expectativa mais forte de continuidade da alta no curto prazo.

O calendário da companhia marca o próximo balanço da Opendoor para 6 de agosto. Até lá, a ação deve enfrentar um novo teste de consistência. Afinal, o mercado seguirá monitorando a combinação entre entrada no Russell 3000, fluxo comprador em opções e projeções mais otimistas para a companhia. Entre elas, permanecem em destaque o alvo de US$ 82 até 2028 e a resistência técnica em US$ 5,50.