Operação no DF fecha mineradoras de Bitcoin clandestinas
Três mineradoras clandestinas de criptomoedas foram desativadas em São Sebastião durante a segunda fase da Operação CriptoGato, realizada na segunda-feira (23/2) pela Neoenergia, em parceria com a 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A força-tarefa identificou um esquema de desvio direto de energia elétrica que funcionava 24 horas por dia e causava instabilidade no fornecimento da região.
Operação Cripto Gato desmonta grandes estruturas ilegais de mineração
A Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma ampla operação que desarticulou três centros clandestinos de mineração de Bitcoin instalados em São Sebastião, a cerca de 20 quilômetros de Brasília. A ação aconteceu após equipes especializadas identificarem irregularidades no consumo de energia elétrica.
As autoridades avançaram na investigação quando localizaram desvios diretos da rede elétrica, prática classificada como crime no Brasil. As estruturas funcionavam sem qualquer tipo de medição, o que permitia operação ininterrupta das máquinas. Além disso, o consumo elevado provocava riscos à rede local.
No total, 384 equipamentos de mineração foram apreendidos. Segundo a Neoenergia Brasília, responsável pelo suporte técnico na operação, o volume desviado poderia ultrapassar R$ 5 milhões. Esse patamar equivaleria ao abastecimento mensal de cerca de 34 mil residências, o que demonstra a dimensão da atividade criminosa.
A ação policial também buscou reduzir os danos à infraestrutura local. A sobrecarga gerada pelos centros clandestinos afetava moradores, estabelecimentos comerciais e produtores rurais. Assim, oscilações e quedas de energia tornaram-se frequentes na região, ampliando o prejuízo coletivo.
Impacto na rede elétrica e continuidade das investigações
A mineração de Bitcoin é uma atividade permitida no país, porém exige respeito às normas legais. Portanto, operar com desvio de energia caracteriza crime e coloca em risco o sistema elétrico. Nesse contexto, o foco principal da investigação permanece no furto de eletricidade e na atuação da organização envolvida.
Durante a operação, os responsáveis pelos locais foram detidos e encaminhados à delegacia. As equipes agora analisam os equipamentos e documentos apreendidos para entender toda a estrutura por trás da atividade clandestina. Além disso, técnicos da Neoenergia alertam que ligações irregulares podem causar incêndios, danos em aparelhos domésticos e falhas amplas no fornecimento.
Essa etapa integra a segunda fase da Operação CriptoGato, iniciada no começo do ano. A fase anterior já havia desativado outras duas mineradoras ilegais, cujo prejuízo estimado chegou a R$ 400 mil. Na ocasião, o consumo irregular equivalia ao gasto mensal de cerca de 3 mil residências. Portanto, o avanço da nova fase confirma a expansão recorrente do crime na região.
Resultado imediato da operação e riscos evitados
A apreensão das 384 máquinas traz impacto direto para a estabilidade da rede elétrica. Com a interrupção das estruturas clandestinas, a sobrecarga diminui e a distribuição de energia volta gradualmente ao equilíbrio. Além disso, a medida reduz o risco de falhas prolongadas e protege os consumidores.
A Polícia Civil continuará aprofundando as investigações para identificar outros possíveis pontos de mineração ilegal. Assim, novas operações podem ocorrer, reforçando o combate ao desvio de energia e à prática criminosa associada à mineração irregular de Bitcoin. A Neoenergia destaca que a população deve denunciar qualquer indício de ligação clandestina, já que essas ações colocam em perigo toda a comunidade.