Ouro dispara com tarifas ligadas à disputa pela Groenlândia

Tarifas elevam tensão e impulsionam metais preciosos

O mercado de ouro registrou forte disparada após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um cronograma de tarifas vinculado ao impasse diplomático sobre a Groenlândia. A medida, divulgada no Truth Social, apresentou datas específicas para a aplicação das taxas e desencadeou reação imediata nos mercados globais.

Trump confirmou que os EUA aplicarão tarifa de 10% sobre produtos importados de oito países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026. A lista inclui Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. Além disso, a tarifa aumentará para 25% em 1º de junho e permanecerá ativa até que os EUA concluam o que ele classificou como compra total da Groenlândia.

As declarações provocaram críticas imediatas entre aliados europeus. Diversos representantes afirmaram que a iniciativa ameaça as relações transatlânticas e pode gerar um ciclo de tensões econômicas. A emissora France 24 destacou o posicionamento europeu em publicação nas redes sociais.

Recordes no ouro e na prata após anúncio das tarifas

Logo após a divulgação das tarifas, os metais preciosos reagiram fortemente. O ouro alcançou novo recorde ao atingir US$ 4.689,39 por onça. Já a prata subiu para US$ 94,08 por onça, refletindo aumento global na procura por ativos de proteção.

A prata apresentou desempenho mais intenso durante o pregão, com valorização intradiária de cerca de 4,4%. O ouro também avançou de forma expressiva, registrando alta aproximada de 1,6%. Assim, o movimento reforça a sensibilidade dos investidores diante de eventos geopolíticos e decisões comerciais.

Além disso, as bolsas europeias recuaram após o anúncio do cronograma. O índice DAX, da Alemanha, caiu 1,1%, enquanto o CAC 40, da França, recuou 1,3%. Esses dados, compilados pela Agência AP, indicam aumento do clima de cautela entre investidores.

Expectativas sobre o Banco do Japão e impacto na liquidez

Outro ponto de atenção é a reunião de política monetária do Banco do Japão, marcada para os dias 22 e 23 de janeiro de 2026. O documento oficial será publicado em 23 de janeiro, enquanto o resumo das opiniões sairá em 2 de fevereiro. Portanto, o encontro pode influenciar moedas globais, especialmente o iene.

A liquidez também tende a ser afetada devido ao feriado de Martin Luther King Jr. nos EUA, que mantém os mercados americanos fechados em 19 de janeiro. Assim, a descoberta de preços se concentra mais em mercados futuros e de câmbio, aumentando a volatilidade de instrumentos financeiros ligados a metais preciosos.

Com os novos recordes do ouro e da prata e o aumento das tensões comerciais, cresce a busca por ativos considerados seguros. Dessa forma, o cenário de curto prazo permanece marcado pela procura por alternativas de proteção, enquanto investidores acompanham os desdobramentos diplomáticos e as próximas decisões monetárias do Japão.