PayPal: ação cai 81% e analistas recomendam cautela
As ações do PayPal (NASDAQ: PYPL) acumulam queda de 81,82% desde a máxima histórica, superior a US$ 305. O pico ocorreu em 23 de julho de 2021. No fechamento mais recente, os papéis terminaram cotados a US$ 56,10. Além disso, a companhia registrou perda de 17,48% nos últimos 12 meses.
Apesar disso, o desempenho recente trouxe algum alívio aos investidores otimistas. Desde o início de junho, a ação avançou 37,8%, saindo de cerca de US$ 40 para US$ 56,10. Nesse período, o movimento recuperou parte das perdas anteriores. Contudo, a cotação ainda permanece distante do recorde histórico.

Fonte: Google
O que Wall Street projeta para o PayPal até 2027
Os analistas de Wall Street demonstram incerteza sobre o futuro da empresa de tecnologia financeira. Em geral, as revisões recentes classificam a ação como manutenção. Na prática, o consenso não identifica um argumento claro para uma posição mais agressiva. Portanto, a valorização recente não eliminou as dúvidas sobre os fundamentos da companhia.
As avaliações mais recentes, porém, adotaram uma perspectiva pessimista. Em 13 de outubro, Will Nance, do Goldman Sachs, recomendou a venda das ações. Dois dias depois, Matthew O’Neill, do Bank of America, também atribuiu recomendação de venda aos papéis. Com isso, as duas instituições passaram a projetar quedas em relação à cotação mais recente.
Nance prevê baixa de 12,66% em 12 meses, com preço-alvo de US$ 49. Antes, o Goldman Sachs estimava um preço de US$ 50. Já O’Neill projeta recuo de 5,53%, para US$ 53. Assim, ambas as projeções reforçam a cautela mesmo após a recuperação iniciada em junho.
Consenso indica manutenção e potencial limitado
O consenso da TipRanks considera as avaliações publicadas nos últimos três meses e também recomenda manutenção. Em média, os analistas projetam alta de 3,46%, com preço-alvo de US$ 58,04 nos próximos 12 meses. Nesse cenário, a estimativa fica pouco acima do fechamento mais recente. Ainda assim, o potencial médio calculado permanece limitado.

Fonte: TipRanks
Parte das revisões incluídas no consenso surgiu quando os papéis superaram brevemente US$ 60 no fim de agosto. Naquele momento, a ação também recebeu suas recomendações de compra mais recentes. Depois, as avaliações assumiram uma postura mais conservadora. Dessa forma, o retorno para US$ 56,10 coincidiu com a deterioração das recomendações mais recentes.
Concorrência e consumo pressionam a empresa
O cenário institucional reflete alguns dos fatores associados à queda prolongada das ações do PayPal. A empresa enfrenta concorrência crescente e menor gasto dos consumidores em um ambiente de pressão inflacionária. Ao mesmo tempo, demissões impulsionadas pela inteligência artificial afetam o ambiente econômico. A Reuters relacionou esses fatores ao enfraquecimento das perspectivas para a companhia.
Mesmo com o avanço registrado desde junho, os preços-alvo mostram pouco espaço para valorização no consenso. Ainda assim, a projeção média não aponta uma queda expressiva, diferentemente das avaliações do Goldman Sachs e do Bank of America. Em contraste, essas duas instituições defendem a venda e estimam cotações abaixo do nível atual. Sob essa ótica, o mercado permanece cauteloso sobre a capacidade de recuperação dos papéis.
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