PEPE prevê alta volatilidade no mercado em 2026

O PEPE continua atraindo atenção no mercado de memecoins, mesmo sem utilidade prática ou atualizações constantes. O token mantém forte presença em grandes exchanges e apresenta liquidez elevada, sustentado principalmente por apelo viral e participação intensa do varejo.

Com valor de mercado próximo de US$ 2,6 bilhões, o ativo registra volume diário acima de US$ 900 milhões. No entanto, a concentração em baleias e a competição crescente de novos memecoins colocam pressão adicional sobre seu desempenho ao longo de 2026.

Estrutura técnica segue pressionada pelo mercado

O PEPE é negociado perto de US$ 0,00000612, acumulando queda superior a 60 por cento desde o topo de maio de 2025. Além disso, o gráfico diário segue abaixo das principais médias móveis, reforçando uma tendência baixista. As zonas entre US$ 0,00000600 e US$ 0,00000800 ainda funcionam como resistência importante, enquanto o suporte mais próximo permanece entre US$ 0,00000455 e US$ 0,00000480.

A perda de US$ 0,00000450 pode abrir espaço para correções mais fortes. No entanto, avanços acima de US$ 0,00000600 seriam necessários para iniciar uma recuperação consistente. Assim, a linha de tendência formada desde dezembro suporta a estrutura técnica, embora a volatilidade típica de memecoins permita movimentos bruscos.

Fonte: PEPE 2026 Technical Outlook

Fatores que sustentam um token sem utilidade

O desempenho do ativo depende de pilares externos, já que o PEPE não oferece funcionalidades adicionais. A presença crescente em grandes exchanges permanece estratégica e impacta diretamente a visibilidade do token entre investidores iniciantes. Além disso, ações de marketing e colaborações com influenciadores reforçam sua presença nas redes sociais.

A integração com o ecossistema TON também aparece como possível catalisador, pois pode ampliar o acesso ao token. O varejo segue protagonista, já que movimentos de alta chegaram a superar 400 por cento em 24 horas. Entretanto, o modelo deflacionário ainda oferece efeito limitado, pois não inclui mecanismos como staking ou recompensas.

Competição aumenta e pressiona o desempenho

O mercado de memecoins tornou-se mais sofisticado. Projetos recentes combinam recursos cross-chain, utilidades e modelos de engajamento, enquanto o PEPE permanece como um ERC-20 básico. Embora isso reduza riscos técnicos ao operar sobre Ethereum, dificulta adaptações às demandas atuais.

Mesmo assim, o reconhecimento de marca continua sendo fator importante. No entanto, esse ponto é frágil, pois depende do ritmo acelerado de tendências digitais.

Influência da movimentação do Bitcoin

A correlação com o Bitcoin mantém impacto direto no preço. Portanto, juros, inflação e incertezas geopolíticas influenciam o ativo com intensidade. Além disso, novas regras nos Estados Unidos podem afetar memecoins sem utilidade, dependendo da forma como classificarem esses tokens.

Projeções por trimestre em 2026

No primeiro trimestre, oscilações entre US$ 0,000005 e US$ 0,000008 devem ocorrer. O segundo trimestre pode testar a região de US$ 0,000010 caso resistências sejam rompidas. Já no terceiro trimestre, o foco deve recair sobre integrações cross-chain e sobre o desempenho do setor de memecoins. No fim do ano, movimentos especulativos podem se intensificar.

O cenário base permanece entre US$ 0,000007 e US$ 0,000010. Contudo, altas até US$ 0,000015 dependem de fatores externos positivos. Quedas para US$ 0,000003 também são possíveis em caso de aversão ao risco.

Assim, o desempenho do PEPE em 2026 seguirá dependente de listagens, engajamento do varejo e movimentos do Bitcoin, enquanto lida com concorrência crescente e ausência de utilidade real.