PEPE testa resistência após alta de 12%
As memecoins ganharam tração nas últimas 24 horas. Nesse movimento, a capitalização do setor avançou 13% e atingiu US$ 25 bilhões. O PEPE, por sua vez, subiu mais de 12% no momento da apuração. Ainda assim, ficou atrás de Shiba Inu, que acumulou retorno diário acima de 30%.
Além da valorização, o ativo registrou forte expansão no volume negociado. O volume diário do PEPE saltou 182% e alcançou US$ 305 milhões. Dessa forma, o dado sinaliza aumento relevante do interesse do mercado e reforça a atenção sobre uma zona técnica decisiva.
Resistência concentra o próximo teste do preço
No gráfico, o PEPE testou a resistência horizontal entre US$ 0,00000290 e US$ 0,00000300. Além disso, essa faixa coincide com a linha de pescoço de um padrão de ombro-cabeça-ombro invertido, formação associada ao fortalecimento da pressão compradora.
Assim, os compradores ganharam tração, embora os vendedores ainda defendam a região da linha de pescoço. Ao mesmo tempo, o indicador SuperTrend virou para alta e ampliou o viés positivo de curto prazo. No entanto, a confirmação depende de um rompimento consistente e da sustentação do preço acima desse intervalo.
O Open Interest também vinha avançando, apesar do recuo registrado nos últimos cinco dias. Na Binance, o OI estava em US$ 44,25 milhões. Portanto, o mercado futuro segue relevante para a dinâmica do ativo.

Para assumir o controle com mais clareza, os compradores precisam transformar essa linha de pescoço em suporte. Caso isso não aconteça, a alta recente pode representar apenas um repique dentro de uma estrutura de baixa mais ampla.
Acima da resistência, o cenário técnico aponta alvo de alta em US$ 0,00000350. Em contrapartida, se o rompimento falhar, o suporte baixista segue projetado em US$ 0,00000250.
Volume e derivativos sustentam o movimento
O avanço recente não ocorreu de forma isolada. Pelo contrário, o salto de 182% no volume diário sugere maior convicção compradora. Ao mesmo tempo, o OI de US$ 44,25 milhões na Binance indica que os derivativos continuam influenciando a trajetória do token.
Em outras palavras, o mercado acompanha não apenas o preço à vista, mas também a reação dos participantes alavancados. Por isso, a faixa atual de resistência ganhou ainda mais importância no curto prazo.
Dados on-chain e liquidações reforçam a alta
Além do cenário técnico mais construtivo, a atividade on-chain do PEPE também mostrou melhora. O valor diário de transações avançou 11,34% e chegou a US$ 39,86 milhões. Enquanto isso, o número de holders subiu 0,50%.
Embora o crescimento da base de detentores tenha sido modesto, o aumento nas transações indica maior uso e circulação do ativo no curto prazo. Desse modo, os dados reforçam a leitura de que o interesse pelo token cresceu junto com a valorização.
Outro ponto observado foi o acúmulo em carteiras frias de corretoras. Segundo os dados citados, carteiras frias de Upbit, OKX e Bithumb aumentaram seus saldos em mais de 2% de forma combinada. Conforme a leitura do mercado, transferências para carteiras frias costumam sugerir compra e armazenamento. Por outro lado, envios para carteiras quentes podem indicar preparação para distribuição.

As liquidações de posições vendidas também ampliaram o movimento. As ordens liquidadas superaram US$ 2,80 milhões e intensificaram o avanço diário do preço. Essas liquidações envolveram posições montadas entre US$ 0,00000280 e US$ 0,00000304. A maior ordem individual somou US$ 276 mil em US$ 0,00000297.

Cenários de alta e baixa seguem definidos
Em resumo, o PEPE avançou mais de 12% com apoio de volume forte, crescimento nas transações, aumento em carteiras frias de Upbit, OKX e Bithumb, além de US$ 2,80 milhões em liquidações de posições vendidas. Portanto, a faixa entre US$ 0,00000290 e US$ 0,00000300 continua sendo o nível mais importante no curto prazo.
Se os compradores confirmarem o rompimento e sustentarem o preço acima dessa região, o mercado pode mirar US$ 0,00000350. Contudo, se a resistência prevalecer, o ativo pode perder força e voltar a mirar US$ 0,00000250.