Polymarket e OpenWorlds criam agentes de IA para trading

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A Polymarket firmou uma parceria com a OpenWorlds para levar agentes autônomos de inteligência artificial aos mercados de previsões. Com isso, o software poderá atuar em contratos sobre política, esportes e milhares de outros eventos. A iniciativa pretende automatizar tarefas que hoje dependem diretamente dos traders.

De acordo com o anúncio da OpenWorlds, os agentes poderão encontrar mercados, avaliar eventos e realizar operações. Em seguida, o sistema repetirá esse processo nos mercados ativos. Dessa maneira, a ferramenta acompanhará mudanças nos eventos e nas cotações disponíveis.

Ao contrário de ferramentas que apenas sugerem operações, o modelo permite que o agente pesquise e aja conforme sua avaliação. Conforme a OpenWorlds, a tecnologia atende consumidores e traders de varejo. Na prática, a empresa compara esse fluxo ao trabalho de pesquisa e negociação realizado por firmas de investimento.

Agentes automatizam pesquisa e negociação

A OpenWorlds divide o funcionamento dos agentes em três tarefas conectadas: descoberta, avaliação e negociação. Primeiro, o sistema identifica um contrato relacionado a determinado evento. Depois, analisa as informações disponíveis antes de decidir se deve assumir uma posição.

Na Polymarket, os contratos estão vinculados a resultados de política, esportes e outros temas. Como os participantes compram e vendem posições antes da resolução, os preços mudam constantemente. Portanto, a proposta introduz um operador automatizado nesse processo já existente.

Para investidores de varejo, o nível de autonomia concedido ao agente representa um ponto relevante. Afinal, encontrar um mercado e enviar uma ordem são ações distintas. Ainda assim, a execução automatizada depende das permissões configuradas pelo usuário.

Controle de carteiras e uso de dados

A política de privacidade da OpenWorlds afirma que os usuários controlam suas carteiras por meio do provedor escolhido. A companhia também declara que não coleta nem armazena chaves privadas. Contudo, os serviços podem aceitar assinaturas delegadas para operações conduzidas pela inteligência artificial.

Quando o usuário ativa uma integração, a plataforma pode enviar solicitações e dados relacionados a terceiros. Nesse caso, as informações permitem executar ações e devolver os resultados ao usuário. Paralelamente, a OpenWorlds registra configurações dos agentes, históricos de ações e resultados para aprimorar seus modelos e recursos.

Infraestrutura acelera dados da Polymarket

A parceria ocorre enquanto a Polymarket modifica a distribuição de dados de negociação em suas aplicações. Em setembro, a empresa internalizou seu principal sistema de indexação blockchain. Conforme Josh Stevens, vice-presidente de engenharia, a estrutura exibe eventos on-chain até 14 blocos mais rápido.

Isso representa uma redução de aproximadamente 28 segundos no tempo de atualização. Enquanto isso, a Goldsky continua disponível como sistema de backup. A nova infraestrutura cobre dados relacionados a negociações, posições e saldos.

Antes disso, em agosto, a Fortune Protocol integrou a liquidez da Polymarket à Fortune Markets, junto com a Predict.fun. A interface permite comparar liquidez, volume negociado e probabilidades dos mercados. Na sequência, o usuário escolhe um resultado e visualiza sua posição antes de negociar.

Por sua vez, a proposta da OpenWorlds vai além da comparação de dados. O agente pesquisa, avalia e negocia de forma automatizada. Assim, a integração busca reduzir a participação manual em diferentes etapas da operação.

Aquisições apoiam expansão da plataforma

Em março, a Polymarket adquiriu a startup de infraestrutura DeFi Brahma. A compra adicionou tecnologia programável de contas inteligentes para carteiras, depósitos, roteamento de recursos e resgate de tokens de resultados. Além disso, a empresa comprou a bolsa de derivativos registrada QCEX e a companhia de dados Dome.

Nos Estados Unidos, a plataforma internacional baseada em blockchain opera separadamente da estrutura regulada da Polymarket. Após um acordo de 2022 com a CFTC, a empresa bloqueou o acesso de clientes americanos à operação internacional. Mais tarde, retornou ao país por meio de uma bolsa registrada na CFTC que havia adquirido.

Em agosto, Shana Bautista, chefe global de investigações e inteligência, detalhou os sistemas de monitoramento da empresa. De acordo com a executiva, a Polymarket combina aprendizado de máquina, análise blockchain e vigilância de negociações. Até então, a companhia havia encaminhado mais de 100 casos às autoridades.

O monitoramento também incluiu preparativos para negociações ligadas às eleições legislativas americanas. Com isso, a empresa buscou acompanhar atividades potencialmente irregulares nesses contratos. A medida integra os esforços de conformidade da operação regulada nos Estados Unidos.

Polymarket enfrenta disputa regulatória em Nova York

As regras estaduais representam outro desafio para os contratos de eventos nos Estados Unidos. Em 24 de setembro, a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, processou a Polymarket por contratos esportivos. O estado alega que a empresa ofereceu produtos de jogo sem licença estadual.

A acusação também cita o acesso de usuários com idades entre 18 e 20 anos. Agora, Nova York busca interromper a suposta atividade sem licença, obter restituição para clientes e aplicar multas civis. Entre os exemplos, a petição menciona uma partida entre Los Angeles Dodgers e New York Mets, realizada em julho.

Em contrapartida, operadores de mercados de previsões defendem a competência regulatória federal. Para essas empresas, contratos qualificados negociados em bolsas reguladas federalmente estão sob a jurisdição da CFTC. Desse modo, a expansão da Polymarket permanece sujeita a interpretações regulatórias distintas nos Estados Unidos.

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