POSCO International testa recebíveis na Avalanche

A POSCO International concluiu um piloto de financiamento comercial que transformou recebíveis reais em registros baseados em blockchain. A companhia comercial sul-coreana utilizou a infraestrutura da Avalanche durante o teste. Com isso, a empresa avaliou uma nova forma de financiar suas operações internacionais.

A Olea forneceu capital próprio para a operação e adquiriu os recebíveis digitalizados. Já a Intain registrou esses ativos em uma rede de camada 1 que utiliza a tecnologia da Avalanche. Dessa maneira, o piloto combinou dados comerciais, financiamento e infraestrutura blockchain.

Projeto integra documentos comerciais e blockchain

O projeto reuniu a POSCO International America, a Intain e a Olea. Inicialmente, sistemas de inteligência artificial analisaram faturas, registros de transporte e outros documentos comerciais. As ferramentas verificaram a correspondência entre as informações das transações antes do registro dos recebíveis.

Em seguida, a Intain inseriu os ativos validados em sua rede. O processo criou uma trilha transparente de propriedade para os recebíveis envolvidos no piloto. Assim, os participantes puderam acompanhar os registros relacionados à operação comercial.

Ao mesmo tempo, a Olea conduziu o financiamento com recursos próprios. A empresa também comprou os recebíveis digitalizados como parte da iniciativa. Portanto, o teste não se limitou ao registro de informações em blockchain.

A Avalanche destacou, em uma publicação no X, a dimensão internacional das atividades da POSCO. Conforme a publicação, a empresa fornece produtos para grandes companhias, como Hyundai, Samsung, Kia, Toyota, GM, Ford e LG. A rede também ressaltou a participação da Intain e da Olea no projeto.

POSCO International também avaliou a Injective

A POSCO International já havia testado um modelo semelhante em outra infraestrutura blockchain. Em 27 de julho, a companhia trabalhou com a LG CNS em um piloto de recebíveis na rede Injective. Esse projeto também utilizou informações comerciais reais provenientes de operações no exterior.

Desse modo, as duas iniciativas indicam que a companhia avalia diferentes redes para financiar recebíveis comerciais. Os testes também permitem comparar como cada infraestrutura atende às exigências das operações internacionais. Contudo, o material não informa se a POSCO pretende escolher apenas uma delas.

A companhia registrou US$ 22,2 bilhões em receita e mantém mais de 80 filiais ao redor do mundo. Nesse contexto, seus recebíveis internacionais oferecem uma base ampla para testes de financiamento comercial. Os projetos concentram-se em operações existentes, em vez de transações criadas apenas para demonstração.

Stablecoins podem ampliar o modelo comercial

Além da digitalização dos recebíveis, os parceiros planejam examinar stablecoins em pagamentos transfronteiriços. Eles também pretendem desenvolver serviços digitais de tesouraria. Com essa ampliação, o projeto poderá abranger etapas posteriores ao financiamento dos documentos comerciais.

O uso da tecnologia pode reduzir a dependência de documentação em papel e aumentar a eficiência das liquidações. Entretanto, uma adoção mais ampla dependerá de clareza regulatória e confiança institucional. Esses fatores serão relevantes principalmente em operações que envolvam diferentes jurisdições.

Em conjunto, os testes integram análise automatizada de documentos, registro de recebíveis e financiamento com capital próprio. A possível inclusão de stablecoins amplia o alcance estudado pelos participantes. Dessa forma, a POSCO International avalia aplicações da blockchain tanto no financiamento quanto nos pagamentos internacionais.