Presidente da BWA, Paulo Bilibio, tem bens bloqueados pela Justiça

A Justiça de São Paulo bloqueou os bens do presidente da BWA e mais seis pessoas 

Conforme decisão judicial divulgada hoje (08), o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo bloqueou bens, imóveis e valores em contas bancárias de Paulo Roberto Ramos Bilibio, presidente da BWA e mais seis pessoas.

De acordo com a decisão, a Justiça determinou que a Polícia Federal confiscasse o passaporte das pessoas envolvidas para que não saíssem do país. 

Além de Paulo Bibilio, entre os envolvidos está seu filho, Bruno Henrique Maida Bilibio e outras cinco pessoas, Raquel de Fátima Lowe, Julia Abrahao Aranha, Roberto Willens Ribeiro, Marcos Aranha e Jéssica da Silva Farias.

O processo foi aberto por um cliente da BWA, a empresa está passando por atrasos e bloqueios na plataforma. 

“Na forma, pois, que se apresenta, o Operador ofertou ao mercado consumidor um produto (depósito remunerado) e, pelas evidências de fato já conhecidas, não está cumprindo a oferta prometida, seja por não pagar o rendimento prometido, seja por não permitir o saque do valor depositado, ainda que no seu valor nominal ou abaixo dele. E cabe alinhavar, nesse ponto, que pouco importam as razões do Operador para justificar a “quebra” da sua operação, pois, por má gestão ou por volatilidade do mercado, seu dever quanto à devolução do valor depositado permanece hígido. Nessa quadra, impõe-se a adoção de medidas tendentes a garantir o resultado útil do processo ao final.” 

A BWA não tem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro. 

Recentemente, em nota a empresa informou que optou por congelar o saldo dos clientes, “a fim de estruturar um plano de ação que será divulgado em breve”. 

A empresa atua no segmento de investimentos de Bitcoin e criptomoedas de forma fechada desde 2017, na cidade de Santos. Para se tornar membro, é necessário um depósito no valor mínimo de R$30mil. 

Imagem Ajel por Pixabay.

Foto de Mirian Romão
Foto de Mirian Romão O autor:

Graduada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e Pós-Graduada em Comunicação em Redes Sociais.

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