Prisão por desvio milionário de cripto do governo dos EUA
CO caso envolvendo o desvio de mais de US$46 milhões em ativos cripto do governo dos EUA ganhou destaque internacional após a prisão de John Daghita na ilha de Saint Martin. A ação ocorreu durante uma operação conjunta entre o FBI e forças de segurança francesas, que mobilizaram unidades táticas da Gendarmaria local. Além disso, a prisão reforçou a atenção global sobre possíveis fraudes vinculadas à custódia de ativos digitais apreendidos por órgãos federais.
A detenção foi confirmada em um post do diretor do FBI, Kash Patel. Segundo ele, a investigação contou com o time de crimes graves da Gendarmaria Nacional da França em Saint Martin e com o grupo especializado de intervenção da Gendarmaria de Guadalupe. Patel afirmou que a cooperação internacional continuará ativa para responsabilizar indivíduos envolvidos em fraudes contra contribuintes.
A suspeita é que Daghita tenha utilizado acesso privilegiado a carteiras digitais do U.S. Marshals Service (USMS) para desviar criptomoedas sob custódia federal. O caso ganhou visibilidade após o pesquisador de blockchain ZachXBT identificar o suspeito como o operador do pseudônimo “Lick”, que participava de chats privados onde exibia movimentações milionárias em tempo real.</p>
Investigação indica uso de acesso privilegiado
Daghita é filho de Dean Daghita, presidente da empresa Command Services & Support (CMDSS), sediada na Virgínia. A companhia possui contrato com o USMS para administrar e liquidar certos tipos de criptomoedas não suportadas por exchanges tradicionais. Esse acordo, firmado em outubro de 2024, inclui também a gestão de ativos provenientes de casos complexos, como os fundos apreendidos após o ataque à Bitfinex em 2016. Assim, investigadores acreditam que o suspeito explorou brechas internas para acessar carteiras sensíveis.
De acordo com análises de ZachXBT, Daghita movimentou valores milionários durante conversas em um chat privado no Telegram. Posteriormente, transações foram conectadas a endereços identificados como pertencentes ao governo dos EUA. Um desses endereços chegou a armazenar 12.540 Ether, valor próximo a US$36 milhões. Além disso, registros mostraram que US$20 milhões foram retirados em outubro de 2024, com grande parte retornando no dia seguinte. No entanto, cerca de US$700 mil foram enviados a serviços de troca instantânea e não foram recuperados.
Divergências internas e falhas de segurança levantam alertas
Relatórios internos estimam que os desvios ao longo do tempo podem superar US$90 milhões. Considerando atividades suspeitas registradas no final de 2025. Até agora, autoridades não esclareceram como Daghita teria obtido acesso às carteiras, o que levanta questionamentos sobre possíveis falhas ou manipulação de controles internos da CMDSS. Portanto, o episódio intensifica o escrutínio sobre o sistema de custódia de ativos digitais mantidos pelo USMS, que pode deter mais de 198 mil BTC provenientes de apreensões diversas.</p>
O caso reacende debates sobre a segurança e a rastreabilidade de criptomoedas apreendidas por agências federais. Além disso, reforça a necessidade de revisão dos processos internos relacionados à custódia e à movimentação de ativos digitais. Com a prisão de Daghita, autoridades norte-americanas devem acelerar mudanças estruturais para evitar novos desvios e fortalecer mecanismos de transparência.
Com movimentações rastreadas em blockchain e a confirmação de operações internacionais coordenadas. oO episódio se torna um marco na discussão sobre vulnerabilidades presentes em sistemas governamentais de custódia de ativos digitais. Assim, o impacto da ação afeta diretamente a gestão e o monitoramento de fundos vinculados ao USMS e à CMDSS. Apontando para a necessidade urgente de reforçar protocolos de segurança.