Projeto Blockchain é lançado para acompanhar coronavírus

Consórcio Blockchain de Saúde Pública anuncia site para acompanhar comunidades a fim de garantir que estejam livres de ameaças como o coronavírus.

O órgão de nome PHBC (Consórcio Blockchain de Saúde Pública) divulgou na última quinta-feira o lançamento do projeto VirusBlockchain.com, uma nova blockchain que permite acompanhar comunidades para que permaneçam à parte de riscos relacionados ao coronavírus, além de bactérias e fungos.

De acordo com o site, “o PHBC é um consórcio de autoridades na saúde, universidades, prestadores de assistência médica e demais inovadores que lutam para coletar, analisar e armazenar de forma segura informações anônimas de saúde nos registros conectados via blockchain no intuito de erradicar doenças e melhorar a vida das pessoas ao redor do mundo.”

Todavia, nenhuma parceria é mencionada no site. Ao invés disso, o PHBC disponibilizou convites para que alguns grupos se juntem à blockchain e disse que irá fornecer resultados das comunidades e locais de trabalho participantes em uma conferência no ano que vem.

O funcionamento do projeto

O VirusBlockchain irá supostamente usar certificados de instituições de segurança e autoridades do governo que estão monitorando casos para “automaticamente identificar zonas” como comunidades e empresas que sejam consideradas livres de doenças infecciosas “por integrar informações em tempo real de provedores de monitoramento de vírus com inteligência artificial (IA) e sistemas de informações geográficas (GIS).” Essas informações seriam então alocadas na blockchain.

“Comunidades e locais de trabalho podem manter esse status de ‘zona segura’ caso restrinjam acessos a pessoal anonimamente identificado e permitam apenas movimentações entre outras zonas seguras,” disse Ayon Hazra, CEO da Qlikchain, que irá administrar a blockchain.

Hazra continua: “Ao contrário do monitoramento tradicional de doenças infecciosas que foca nas pessoas infectadas, esse é um sistema que monitora o movimento das pessoas não infectadas, podendo impedir seu retorno se elas passaram por áreas sabidamente infectadas.”

Uma nota oficial fornecida pelo consórcio acrescenta que pessoas que “entraram em uma área infectada sejam obrigadas a ficar em uma zona de quarentena antes que sejam autorizadas a entrar novamente em uma zona segura.” Tal sistema seria semelhante a como os cidadãos ao redor do globo estão recebendo recomendações de ficarem em auto-quarentena por terem tido contato com pessoas potencialmente infectadas.

Entretanto, não está claro como este projeto rastrearia “pessoas anonimamente identificadas,” porque este é um uso apropriado para livros-razão descentralizados ou se governos expressaram algum interesse em adotar tal ferramenta.

Fonte: Decrypt