Quanta influência a China terá no futuro do Bitcoin?

A China está ligada ao Bitcoin mais do que qualquer outra nação

À medida que o ano novo chinês se aproxima, muitos analistas estão procurando pistas sobre o quanto isso afetará os preços do Bitcoin (BTC). A mídia decidiu que será um evento de alta e baixa ao mesmo tempo. 

Uma teoria comum é que os investidores chineses venderão suas participações antes do feriado para liberar dinheiro, o que criará uma pressão adicional de baixa no mercado. 

Um relatório recente da empresa de trading de criptomoedas SFOX, analisou profundamente o tempestuoso relacionamento entre a China e o Bitcoin. 

O país desempenha um papel importante referente aos principais ativos digitais do mundo. A China possui um massivo mercado de balcão (OTC), com grande demanda doméstica, mais de dois terços do poder de hash da rede e muitas das principais empresas e empresários de criptomoedas do mundo.

Em 2011, a exchange de bitcoin da China, BTCC, foi inaugurada logo após um ano do lançamento da primeira exchange. Dois anos depois, gigantes da indústria como Houbi e Bitmain foram fundadas na China. 

No final de 2013, o governo chinês proibiu o Bitcoin de bancos e de exchanges, mas não proibiu a negociação ou a propriedade da criptomoeda. Até 2015, quatro pools de mineração chineses (F2Pool, AntPool, BTCC Pool e BW.com) controlavam mais da metade da taxa de hash. 

A pressão sobre o yuan chinês levou a um aumento no investimento, fazendo com que os preços do BTC aumentasse no final de 2016. No final de 2017, o regime havia proibido ICOs e exchange de criptomoedas, causando a saída de empresas para regiões mais amigáveis, como Hong Kong e Cingapura. 

No final de 2019, o presidente Xi Jinping endossou publicamente a tecnologia blockchain, levando a um aumento de 33% nos preços do bitcoin em alguns dias. 

É evidente que a partir desses poucos eventos cruciais que a China tem uma enorme influência sobre os valores do Bitcoin. 

O futuro do BTC e da China

Pequim não quer fazer parte do Bitcoin e fez todos os esforços para impedir que sua crescente população usasse a criptomoeda. Com décadas de censura e proibição, as pessoas são bastante hábeis em subverter seus governantes totalitários e podem facilmente obter o BTC, pois a propriedade ainda é perfeitamente legal na China. 

A China está liderando o mundo na corrida entre moeda digital do banco central com a Europa e o resto do mundo em recuperação. Os EUA ainda não iniciou sua criptomoeda, já que o governo atual está mais focado em enriquecer ainda mais os banqueiros bilionários. 

Os motivos da China estão centrados em mais vigilância dos fluxos monetários e controle sobre as finanças da população. No entanto, um CBDC levará criptomoedas para as massas em um país que já está na frente de muitos em relação aos pagamentos digitais. 

Uma geração mais jovem, cautelosa com bancos falidos e governantes ditatoriais, vai querer mais liberdade e o bitcoin fornece isso. 

A China manterá sua influência sobre o mercado de bitcoin por algum tempo, mas pode não ser uma má notícia, é improvável que a demanda diminua, especialmente se a economia estiver começando a apertar. 

Como vimos antes, as moedas mais francas fortalecem a narrativa do porto seguro, e os chineses são especialistas em investir onde é importante. 

Imagem F8_f16 por Pixabay.
Fonte: Bitcoinist

Foto de Mirian Romão
Foto de Mirian Romão O autor:

Graduada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e Pós-Graduada em Comunicação em Redes Sociais.

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