Qubic acelera integração de mineração com Dogecoin
A Qubic confirmou que iniciou a construção de sua integração de mineração voltada para Dogecoin. A iniciativa marca a transição do projeto para sua execução técnica no modelo uPoW. Além disso, o anúncio reacendeu debates sobre segurança e riscos de concentração de poder computacional no mercado de ativos digitais.
Em publicação no X, a Qubic afirmou que a comunidade votou de forma decisiva pela escolha do ativo, somando 301 votos. No entanto, a empresa destacou que o processo exige engenharia avançada, já que a integração de hardwares ASIC em um sistema útil de prova de trabalho requer ajustes profundos no protocolo. A equipe confirmou que o desenvolvimento está em andamento.
A integração da mineração de Dogecoin está em desenvolvimento ativo. A comunidade não hesitou. A votação foi decisiva: #DOGE venceu com 301 votos. Esta não é uma atualização simples. Integrar hardware ASIC ao uPoW exige engenharia complexa, trabalho profundo em protocolos e tempo.
Debates sobre segurança crescem após avanço da integração
A movimentação acontece enquanto o setor discute possíveis riscos associados à concentração de hashrate. Em agosto de 2025, a Qubic afirmou ter demonstrado um suposto controle superior a 51% da rede Monero, alegando reorganização de blocos e criação de órfãos. Esse episódio ampliou o debate sobre vulnerabilidades em redes de prova de trabalho e sobre como incentivos externos podem atrair grande poder computacional.
No entanto, uma pesquisa publicada em dezembro de 2025 contestou os números. Os pesquisadores classificaram a operação da Qubic como uma campanha de mineração egoísta anunciada previamente. Além disso, ao analisar os dados, afirmaram que o hashrate real da empresa teria variado entre 23% e 34%, bem abaixo do nível necessário para um ataque de 51% sustentado.
No caso do ativo meme mais conhecido do mercado, o cenário estrutural é distinto. A rede utiliza o algoritmo Scrypt e conta com mineração combinada com Litecoin desde 2014. Assim, a segurança é reforçada por uma base maior de mineradores equipados com ASICs Scrypt, criando um ambiente mais robusto do que o modelo de mineração por CPU usado em Monero.
Preocupações sobre possível influência no hashrate
A Qubic admite que a integração exige um processo técnico complexo, e não apenas a criação de uma pool. Ainda assim, parte das preocupações do mercado envolve o potencial de manipulação indireta. Um relatório de agosto de 2025 avaliou a chance de a empresa tentar influenciar mineradores já ativos, oferecendo incentivos para direcionar grandes volumes de poder computacional para sua própria infraestrutura. Esse movimento foi chamado de mineração vampira.
Além disso, o estudo concluiu que um ataque direto seria economicamente impraticável. A empresa precisaria igualar e superar aproximadamente 2,78 PH/s, o que exigiria mais de US$ 2,85 bilhões em hardwares e cerca de US$ 2,5 milhões diários em energia, sem contar despesas operacionais adicionais.
No momento do comunicado, o preço de DOGE era de US$ 0,12521.

DOGE price, 1-week chart | Fonte: DOGEUSDT on TradingView.com
Com o avanço técnico já em progresso, a integração destaca a relevância crescente do ecossistema associado ao ativo. Portanto, o histórico recente da Qubic e os altos custos estimados para um ataque direto direcionam o debate atual para a possível influência sobre mineradores ASIC. Enquanto isso, o mercado acompanha com atenção e o preço do ativo permanece estável no curto prazo.