RedCoin chega ao PayMe e HSBC prepara fundo tokenizado
O HSBC iniciou a distribuição gradual da RedCoin, stablecoin lastreada no dólar de Hong Kong, para mais de 3,3 milhões de usuários do PayMe. Assim, o banco leva pagamentos digitais regulados a uma plataforma já utilizada pelo público. Conforme uma reportagem de 23 de outubro, o HSBC esperava concluir a primeira etapa antes do fim de semana.
O banco também pretende lançar serviços de investimento tokenizado até o fim de 2026. A oferta inicial será um fundo de mercado monetário em dólar de Hong Kong, com aplicações a partir de HK$100. Posteriormente, o HSBC planeja integrar a RedCoin ao seu aplicativo bancário móvel em Hong Kong.
RedCoin estreia com pagamentos e transferências no PayMe
Os usuários do PayMe podem ativar uma carteira RedCoin após atualizar o aplicativo. Dessa forma, eles não precisam abrir outra conta bancária nem manter saldo mínimo. A carteira permite transferências entre usuários e pagamentos a comerciantes que aceitam PayMe.
Lawrence Li, chefe do PayMe no HSBC, afirmou que o banco buscou reproduzir a experiência de pagamento conhecida pelos clientes. Entretanto, a instituição decidiu liberar o recurso de maneira escalonada. Segundo Li, a prioridade inicial é oferecer um serviço confiável sem impor exigências desnecessárias aos usuários.
“O HSBC distribui a stablecoin RedCoin, lastreada no dólar de Hong Kong, aos usuários do PayMe. A iniciativa levará a solução digital do banco a mais de 3,3 milhões de usuários.”
A página oficial da RedCoin informa que cada unidade permite resgate na proporção de um para um por dólares de Hong Kong. Para isso, os clientes devem observar os termos aplicáveis. A solução opera na rede própria de livro-razão distribuído do HSBC, onde contratos inteligentes executam a criação e as transferências.
Por outro lado, as carteiras RedCoin não funcionam como contas tradicionais de depósito. Portanto, elas não recebem a cobertura do Sistema de Proteção de Depósitos de Hong Kong. Os clientes acessam o serviço por aplicativos aprovados pelo HSBC, e não por carteiras públicas sem restrições.
Reservas superam o valor da RedCoin em circulação
Em 23 de outubro, o HSBC informou que havia HK$80,58 milhões em RedCoin em circulação. Na mesma data, os ativos de reserva somavam HK$81,58 milhões. Com isso, as reservas superavam o valor emitido em cerca de HK$1 milhão.
O banco classificou os ativos divulgados como caixa e prometeu publicar atestações independentes periódicas. A instituição espera divulgar a primeira verificação após o quarto trimestre de 2026. Contudo, o volume em circulação não revela quantos usuários ativaram as carteiras.
O HSBC também não informou o número de transações concluídas com a RedCoin. Da mesma forma, a instituição não revelou qual parcela da base do PayMe aderiu ao recurso. Em setembro, o banco havia anunciado o nome da stablecoin, mas ainda não emitira a solução nem divulgara uma data de lançamento.
Fundo tokenizado terá aplicação mínima de HK$100
Até o fim de 2026, o HSBC pretende integrar a RedCoin ao aplicativo bancário móvel em Hong Kong. Assim, os clientes poderão subscrever produtos de investimento tokenizados. O primeiro produto previsto é um fundo de mercado monetário em dólar de Hong Kong, com aporte mínimo de HK$100.
Em etapas posteriores, o banco pretende oferecer ouro tokenizado e fundos administrados por terceiros. Porém, o HSBC ainda não definiu datas exatas para esses produtos adicionais. A instituição também não identificou todos os gestores de fundos participantes.
John O’Neill, diretor-gerente de ativos digitais e moedas do HSBC, afirmou que a liquidação tokenizada pode reduzir atrasos do processamento convencional. Ainda assim, o banco manterá os recursos de investimento separados das funções iniciais de pagamento no PayMe. As perguntas frequentes indicam que os clientes não poderão transferir RedCoin diretamente entre as duas carteiras.
Hong Kong amplia mercado regulado de stablecoins
A Autoridade Monetária de Hong Kong licenciou o HSBC e a Anchorpoint em 10 de abril, sob a Lei de Stablecoins. O HSBC possui a licença FRS02. Enquanto isso, a Anchorpoint Financial, apoiada pelo Standard Chartered, detém a licença FRS01.
A Anchorpoint já havia lançado a HKDAP por meio de uma distribuição controlada para instituições. Em agosto, o Standard Chartered tornou-se o primeiro banco distribuidor da solução. Em contrapartida, a expansão da RedCoin pelo PayMe oferece acesso por um aplicativo de pagamentos voltado aos consumidores.
O regime de licenciamento de stablecoins em Hong Kong estabelece requisitos de reservas, resgate e governança. Dessa maneira, os termos da RedCoin garantem o resgate pelo valor de face. O HSBC também atualizará regularmente as informações sobre as reservas em seu site.
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